terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pinheiros Connection



Empreendimento:
Pinheiros Connection

Descrição:
Apartamentos 1 e 2 dormitórios de 39,56m2 e 61,81m2 privativos.

Um novo conceito de morar!

Localização:
Rua Alves Guimarães, 426

sábado, 19 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Empréstimo imobiliário turbina lucro da Caixa em 72,5%

16/11/2011 - 15h19

DA REUTERS, EM SÃO PAULO
DO VALOR

Atualizado às 16h28.

A Caixa Econômica Federal viu seu lucro líquido do terceiro trimestre disparar 72,5% na comparação com o mesmo período de 2010, para R$ 1,3 bilhão, movimento apoiado nas concessões de crédito, que cresceram mais que o dobro da média do mercado.

No ano, a instituição acumulou um lucro de R$ 3,6 bilhões até setembro, superando em 47,6% o desempenho do mesmos nove meses do ano passado.

A carteira de empréstimos e financiamentos do banco estatal encerrou setembro com saldo de R$ 227 bilhões, evolução de 39,5% em 12 meses. O crescimento foi superior à média do sistema financeiro, cuja carteira se expandiu 19,6% no mesmo período, de acordo com dados do Banco Central.

O grande destaque foram novamente os empréstimos habitacionais, responsáveis por mais da metade da carteira total da Caixa, que subiram 44,2% sobre o terceiro trimestre de 2010, para R$ 141,2 bilhões.

Já o crédito para empresas avançou 39,3%, a R$ 38,3 bilhões, enquanto os financiamentos para consumo atingiram R$ 33,2 bilhões, um incremento de 26%.

"Foi o crescimento do crédito com qualidade que permitiu à Caixa alcançar esses resultados", disse o presidente da empresa, Jorge Hereda.

SERVIÇOS

A ampliação da base de clientes também favoreceu o resultado ao aumentar as receitas de prestação de serviços.

A Caixa faturou R$ 3,2 bilhões com serviços no trimestre, um acréscimo de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.

O número de contas de micro e pequenas empresas ultrapassou 1 milhão. O número total de clientes atingiu 56,4 milhões, crescendo 8,5%.

O índice de inadimplência da carteira, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, ficou em 2%, mesmo nível do trimestre imediatamente anterior.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

O balanço divulgado nesta quarta-feira pela Caixa aponta ainda que o patrimônio líquido consolidado atingiu R$ 18 bilhões em setembro, o que representou avanço de 10,3% em 12 meses.

O PR (Patrimônio de Referência), conceito usado para efeito de requerimento regulamentar de capital, alcançou R$ 37,8 bilhões. Com isso, o Índice de Basiléia, que mede a relação entre o PR e o valor dos ativos ponderados pelo risco, ficou em 13,5%, superior ao mínimo de 11% exigido pelo Banco Central.

Em setembro, a Caixa administrava cerca de R$ 1 trilhão em ativos. Desse total, R$ 507 bilhões eram ativos próprios. Dos R$ 490,5 bilhões restantes destacam-se R$ 280,9 bilhões do FGTS e R$ 149,6 bilhões de fundos de investimento.

Ministério Público firma acordo para fim da cobrança de corretagem

Ministério Público do Estado de São Paulo firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a intermediadora de vendas Abyara Brokers, no qual a empresa deve cobrar as despesas de corretagem diretamente da construtora que está vendendo o imóvel, proibindo que essa cobrança seja feita diretamente do cliente.

O acordo prevê que a construtora deve colocar nas propostas de compra e venda dos imóveis a informação de que a responsabilidade pelo pagamento da comissão de corretagem não é do consumidor. De acordo com Marcelo Tapai, especialista em Direito Imobiliário e sócio do escritório Tapai Advogados, essa cobrança sempre foi indevida e o consumidor não deve pagar por esse custo arbitrário.

Muitos consumidores, empolgados com a aquisição da tão sonhada casa própria, acabam não se atentando com esta cobrança cujos valores costumam ser significativos. “Os valores podem chegar a representar 6% do valor do imóvel. Assim, se o preço de compra do imóvel é da ordem de R$ 300 mil, as taxas de corretagem seriam no importe de R$ 18 mil”, afirma Tapai.

O Código de Defesa do Consumidor garante ao consumidor prejudicado a restituição dos valores pagos e que foram cobrados indevidamente, porém o consumidor precisa ingressar com uma ação para reaver o dinheiro. Atualmente diversas decisões judiciais vêm condenando as empresas, tanto construtoras quanto intermediadoras, a restituir os valores cobrados ilegalmente dos consumidores que se sentem lesados e o TAC tende a ser um forte aliado nessas decisões.

A empresa tem 60 dias para se adaptar e, caso descumpra o termo, está sujeita a multa de R$ 30 mil por consumidor. O Ministério Público também tentou firmar o mesmo acordo com a construtora MRV, que se negou a assinar a proposta e por isso os promotores ingressaram com uma ação civil pública para proibir a empresa de realizar a cobrança. A juíza Daise Fajardo Nogueira Jacot, da 15ª Vara Cível de São Paulo, decidiu pela ilegalidade da cobrança da taxa diretamente dos consumidores, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de desrespeito da decisão.

Outras empresas do setor imobiliário estão sendo procuradas pelo Ministério Público para firmarem acordo no mesmo sentido e também poderão ser processadas, caso não aceitem a orientação.

Fonte: R7

Imóvel de herança pode ser expropriado antes da partilha

O imóvel rural que compõe herança pode ser objeto de desapropriação, antes da partilha, para fins de reforma agrária, em razão de improdutividade. A decisão é da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, ao negar recurso que alegava a impossibilidade de desapropriar o bem havido pelos herdeiros em condomínio.

Para o relator, ministro Mauro Campbell, a ideia de fracionamento imediato do imóvel por força do princípio da saisine e com a simples morte do proprietário não se ajusta ao sistema normativo brasileiro. O instituto da saisine não é absoluto, já que no Brasil, apesar de ser garantida a transmissão imediata da herança, considera-se que os bens são indivisíveis até a partilha.

“Impossível imaginar que, em havendo a morte do então proprietário, imediatamente parcelas do imóvel seriam distribuídas aos herdeiros, que teriam, individualmente, obrigações sobre o imóvel agora cindido”, asseverou.

“Poder-se-ia, inclusive, imaginar que o Incra estaria obrigado a realizar vistorias nas frações ideais e eventualmente considerar algumas dessas partes improdutivas, expropriando-as em detrimento do todo que é o imóvel rural”, completou o ministro.

Ele acrescentou que, ainda que se considerasse a divisão ficta do bem em decorrência da saisine, ela não impediria a implementação da política de reforma agrária governamental. “Isso porque essa divisão tão-somente se opera quanto à titularidade do imóvel, a fim de assegurar a futura partilha da herança. Logo, é de concluir que a saisine, embora esteja contemplada no nosso direito civil das sucessões (artigo 1.784 do Código Civil em vigor), não serve de obstáculo ao cumprimento da política de reforma agrária brasileira”, concluiu.

O recorrente alegava que o Estatuto da Terra previa o fracionamento imediato do imóvel transmitido por herança. A previsão constaria no parágrafo 6º do artigo 46 da Lei 4.504/64: “No caso de imóvel rural em comum por força de herança, as partes ideais, para os fins desta lei, serão consideradas como se divisão houvesse, devendo ser cadastrada a área que, na partilha, tocaria a cada herdeiro e admitidos os demais dados médios verificados na área total do imóvel rural.”

Porém, o ministro Mauro Campbell esclareceu que o dispositivo trata apenas de matéria tributária, para fins de cálculo da progressividade do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). “Dito isso, não faz sentido a oposição desses parâmetros para o fim de determinar se os imóveis são ou não passíveis de desapropriação, quando integram a universalidade dos bens hereditários”, afirmou. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

Resp 1.204.905

Corretores de Imóveis - Venda de imóvel retomado poderá dispensar leilão

Brasília - Imóveis residenciais financiados, retomados por instituições financeiras públicas de crédito em razão de inadimplência poderão ser dispensados do processo de leilão, e vendidos diretamente ao novo interessado por bancos estatais - como a Caixa Econômica Federal (Caixa), a preço de mercado.


A proposta está contida no Projeto de Lei (PL) 1541/11, do deputado licenciado Luiz Otavio (PA), que limita a intenção de dispensar o leilão para imóveis avaliados em até R$ 80 mil. “O projeto de lei cria um procedimento simplificado e rápido para a venda desses imóveis, preservados os interesses patrimoniais das instituições envolvidas”, declarou Luiz Otávio à Agência Câmara de Notícias.


O PL prevê a dispensa de leilão no caso de o ocupante, seja ele ex-mutuário ou não, interessar-se pela compra do imóvel retomado. No caso de ocupação irregular, o projeto propõe o pagamento de uma taxa à razão de quatro décimos por cento ao mês sobre o valor de avaliação do imóvel, relativo ao período de ocupação, até a data da compra.


Uma vez aprovado o projeto e transformado em lei, para os casos em que a venda for feita mediante a concessão simultânea de financiamento, o ocupante deverá satisfazer os requisitos relativos à renda e à situação cadastral, nos mesmos padrões utilizados pela instituição financeira pública, para a concessão de empréstimos do gênero.


Íntegra do PL 1541-2011
Fonte: R7

Condomínio: má administração pode desvalorizar o imóvel

SÃO PAULO  - A má administração condominial pode levar à desvalorização de até 30% do imóvel, segundo alerta do advogado imobiliário e sócio do escritório Karpat Sociedade de Advogados, Rodrigo Karpat.

De acordo com ele, a desvalorização ocorre por conta da falta de manutenção, valores elevados da taxa condominial, dívidas trabalhistas, entre outros.

Além da desvalorização do imóvel, a má administração também pode levar a um aumento de até 30% do valor do condomínio.

Boas práticas

Para que condôminos e síndico não sofram com as consequências de uma administração desastrosa, Karpat lembra que assim como uma empresa, o condomínio possui obrigações legais, como a de prestar contas, realizar o seguro da edificação, realizar obras respeitando o quórum estabelecido, entre outros.

Existem ainda obrigações referentes aos funcionários, tais como: a Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), Rais (Relação Anual de Informações Sociais), além das contribuições sindicais, INSS, FGTS, PIS, Dirf etc.

Também é de responsabilidade do condomínio as obrigações que dizem respeito à estrutura das edificações, a exemplo da limpeza da caixa d'água, emissão de laudo técnico de pára-raios, manutenção de elevadores, entre outros.

Síndico

No que diz respeito ao síndico, o advogado lembra que este responde civil e criminalmente por excesso e negligências na sua gestão, sendo objeto de ação de responsabilidade a realização de obras sem a devida autorização, a não prestação de contas, de manutenções necessárias, não cobrança de devedores, entre outros.

Por: Gladys Ferraz Magalhães
Fonte: InfoMoney

Zona sul tem 60% de novos comerciais

Com 18 lançamentos desde 2009, zona oeste também mostra dinamismo no mercado de salas. Capital recebeu mais de 13 mil conjuntos 
13 de novembro de 2011 | 14h 43
Gustavo Coltri, de O Estado de S. Paulo


SÃO PAULO - Se você busca uma nova sala comercial em São Paulo, provavelmente encontrará um espaço na zona sul da cidade. De janeiro de 2009 a setembro deste ano, a região recebeu 59,77% dos imóveis lançados na capital e 7.429 conjuntos - ou 54,6% do total -, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

Com sete lançamentos, a Vila Olímpia atraiu o maior número de empreendimentos no período. "Em termos de localização e definição de produto, estamos atuando muito forte nesta região", diz o gerente de novos negócios da incorporadora BNCorp, Danilo Camargo.

A empresa investe em edifícios com pequeno gabarito de altura em terrenos de aproximadamente 3 mil metros quadrados para a ocupação de apenas uma empresa. "Os projetos trazem um conceito de exclusividade e de arquitetura mais refinada que o usuário acaba reconhecendo o seu valor." O executivo vê também boas possibilidades para esses imóveis em áreas como Pinheiros e Vila Madalena.

No Brooklin, na zona sul da cidade, Camargo destaca a diversificação do perfil dos empreendimentos. Desde 2009, o bairro, com forte ocupação residencial, teve seis lançamentos e 769 novos conjuntos. "As áreas tendem se tornar autossustentáveis, e o comerciais darão suporte."

A zona oeste foi atraente para 18 novos empreendimentos e 3.159 salas desde janeiro de 2009 - duas vezes mais do que a zona norte, terceira região mais procurada pelas incorporadoras. Só em Pinheiros - alvo de investimentos públicos de infraestrutura, como a chegada da linha 4-Amarela do metrô - houve seis lançamentos e 630 conjuntos no período. Vendidos a R$ 10.307,73 o metro quadrado, os espaços comerciais têm em média 43,58 metros quadrados.

Corredores. Independentemente da zona, todos os especialistas concordam: o ponto do empreendimento é o diferencial para o sucesso ou o fracasso de um edifício comercial.

De acordo com o vice-presidente de Incorporação do Sindicato da Habiação (Secovi-SP), Ely Wertheim, a escolha de ruas movimentadas em bairros de grande população é, em geral, boa opção para novos edifícios.

Os populosos Santo Amaro e Santana tiveram o maior número de salas lançadas em São Paulo desde janeiro de 2009. O bairro da zona sul foi o destino de 1.149 conjuntos; o da zona norte, de 1.071 novos espaços.

"Se o imóvel é bem localizado, ele terá demanda porque há carência por escritórios (nos prédios), explica Wertheim ." A falta de segurança das casas é, segundo ele, uma das razões para a procura de profissionais liberais por conjuntos nos edifícios.

Em busca de movimento, a incorporadora Even lançou o ARQ Moema, com cem salas na esquina das avenidas Rouxinol e Santo Amaro. Desde 2009, a empresa tem outros cinco empreendimentos em regiões como Jardins e Vila Mariana. "No mercado de salas, procuramos terrenos bem localizados. A demanda vai existir enquanto o País crescer", diz o diretor de Incorporação da Even, Ricardo Grimone.

Apenas a menor parte das 13.603 salas lançadas no período devem ser adquiridas por pequenas empresas e profissionais liberais. "Até dois anos atrás, 65% da venda eram destinadas a usuários finais. Hoje, isso mudou. Praticamente 70% dessas salas são compradas por investidores", diz a vice-presidente da consultoria imobiliária Colliers, Sandra Ralton.

Para Wertheim, a rentabilidade dos imóveis é o principal atrativo para os novos compradores: "A tendência é de queda de juros. Se a pessoa aplica dinheiro no banco, tem uma remuneração baixa. E ela pode fazer renda com uma sala".

O sucesso dos investimentos, no entanto, não é garantido, segundo Sandra. "Um bom produto numa boa praça consegue ser vendido. Mas houve lançamentos em áreas mais alternativas. Pode haver uma superoferta de comerciais de salas", alerta.

Preços. De uma zona para outra, o preço do metro quadrado varia consideravelmente. Os conjunto no centro, por exemplo, custam em média 55% a mais do que as salas lançadas na zona leste. E o metro quadrado na Vila Marina, avaliado em R$ 14,211,40, é mais do que o dobro do cobrado em regiões como o Jabaquara, também na zona sul. "Mas não haverá ajustes grandes. O preço vai acompanhar a economia", diz Wertheim.

Regras garantem bom uso de instalações coletivas

Lavanderias e home offices passam a ocupar áreas comuns de edifícios, que são obrigados a estabelecer normas para garantir convivência pacífica 
13 de novembro de 2011 | 14h 46

Gustavo Coltri, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Com menos espaço nas unidades, a opção de tornar coletivas áreas como lavanderias e home offices tem crescido entre empreendimentos compactos e cheios de serviços adicionais. Mas levar essas instalações para as áreas comuns dos condomínios também exige organização. Sem isso, a solução poderia se tornar um problema de convivência para os moradores.

"Quando concebemos um empreendimento, a administradora acompanha como os espaços podem ser usados", conta a gerente de marketing e produto da construtora Lúcio Engenharia, Maristela Sordi. A empresa deve lançar até o fim do mês o NKSP Paulista, edifício na Bela Vista com sala de reuniões e lavanderia coletivas.

Entregue o imóvel, as administradoras também têm participação decisiva na criação do regulamento interno dos empreendimentos: "E as regras de uso são aprovadas por assembleia", diz o vice-presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic), Fábio Kurbhi.

Cada caso. A utilização das lavanderias, em regra prevista nas convenções condominiais, pode ocorrer de diversas formas. "Pode-se contratar profissionais para operar as máquinas ou fazer a opção pela compra de fichas", explica a gerente geral de atendimento da administradora Itambé, Vânia Dal Maso.

No condomínio onde Agnaldo Santim, de 45 anos, é gestor, metade das 33 unidades usufruem das máquinas, e a prioridade de uso é por ordem de chegada.

"Há um consenso. Como temos as mesmas empregadas trabalhando há um bom tempo, não há problemas. Quando uma nova chega, explicamos como as coisas funcionam", conta.

Menos numerosos nos edifícios, os home offices têm mais controle: "O espaço precisa ser reservado, e alguns condomínios optam pela cobrança de taxas", diz Vânia.

Os concierges organizam as escalas de uso em muitos empreendimentos, embora essa não seja uma regra.

Aprovação. Considerada indesejável para alguns públicos, a supressão de espaços nos apartamentos não incomoda os proprietários de compactos, de acordo com a gerente geral de condomínios da administradora Hubert, Carmen Wallerstei.

"O perfil do comprador desses imóveis é single e não precisa de espaços como esses (dentro das unidades)." Segundo ela, a escolha de compra do público leva em conta as facilidades previstas nos empreendimentos.

Apesar do grau de satisfação, a manutenção dos equipamentos em instalações coletivas às vezes torna-se um fator de discórdia. "Mesmo quem não usa tem que pagar pelo conserto de uma máquina quando ela quebra. Isso às vezes gera reclamações", conta Carmen.

Assim como ocorre com salões de festas, as novas dependências comuns ficam no memorial descritivo do condomínio, obrigando todos a pagar por elas independentemente do uso.

Apartamento com quintal garante lazer privativo

Compradores do conceito térreo garden valorizam a atmosfera de casa e a segurança do prédio
11 de novembro de 2011 | 15h 41

Mais espaço de convivência, liberdade para receber visitas, cultivar plantas e criar animais estão entre as razões que levam pessoas a adquirirem um apartamento térreo garden, ou térreo com quintal.

"Por terem esse espaço, em alguns casos com área até maior do que a do apartamento, esse tipo de imóvel atrai atenção de clientes que têm animais de estimação, que gostam de fazer churrasco ou de terem uma área de lazer privativa", conta o gerente comercial da You Incorporadora, Daniel Berrettini. "Além de ser um diferencial importante para o imóvel e, o térreo garden atende as necessidades de quem procura mais qualidade de vida e liberdade", acrescenta.

Outro perfil de consumidor interessado nesse tipo de unidade é aquele que sempre viveu em casa e quer continuar a ter um quintal. "Muitos de nossos clientes que procuram esses apartamentos são pessoas que sempre moraram em casas térreas, mas agora querem os itens de lazer e a segurança de um prédio. Assim, é possível unir as características desses imóveis, pois com o quintal no apartamento conseguem ter jardim e deixam o ambiente parecido com uma casa", explica Fátima Rodrigues diretora de vendas da imobiliária Coelho da Fonseca.

Segundo a executiva da Coelho da Fonseca, as vendas costumam ser rápidas porque esses apartamentos têm um público específico. "Acontece o mesmo que nas coberturas: quando um cliente está buscando esse tipo de unidade e o encontra, ele rapidamente fecha o negócio", diz. Ao procurar um novo imóvel para morar com o marido e a filha, a consultora de imóveis Sueli Catia Rocco de Oliveira Souza não encontrava a casa com as características que desejava. "Pesquisei muito uma casa, mas não encontrei. Foi quando surgiu um apartamento com quintal que me chamou minha atenção", conta ela, que vive em São Caetano do Sul e comprou o novo imóvel também na cidade do ABC.

"É um prédio de três andares e o apartamento é pequeno, com 64 m2 e um quintal de 76 m2", conta a consultora. "Além do espaço de convivência para a família e meus animais, um cachorro e uma gata, a localização é muito boa e a vista é maravilhosa."

Por sempre ter morado em casa, na hora de comprar um apartamento a enfermeira Andréia Machado, de 38 anos, queria continuar tendo o espaço de antes. Por isso, optou por uma unidade térreo garden, na Aclimação, na capital. "O imóvel tem cara de casa, um quintal bem maior que a varanda de um apartamento, espaço para montar um jardim e para meu filho brincar", conta. "É um local tranquilo para descansar e para o nosso cachorro circular", afirma. Para Andréa, o quintal foi determinante para a compra. "Era exatamente o que eu queria."

Ao comprar esse tipo de imóvel, porém, não se pode esquecer dos problemas que acompanham uma unidade no térreo: sujeira que cai dos andares superiores e ruído do lado externo e no hall do elevador. E apesar de parecer uma casa, é preciso seguir as regras do condomínio, inclusive de respeito às restrições de barulho e horários.

Prédios Ecoeficientes da Petrobras Geram Economia de R$ 10 milhões

novembro 11, 2011, 9:10 pm |
Redução de custos é alcançada com um projeto de gestão energética lançado em 2010

São Paulo – A Petrobras deve economizar até o final deste ano cerca de 10 milhões de reais nos gastos com energia elétrica de seus edifícios. O corte de custos é alcançado graças a um projeto de eficiência energética implementado em 2010. No ano passado, a economia nos prédios da estatal chegou a 3,7 milhões de reais.

O modelo de gestão funciona em três frentes: suprimento de energia renovável e limpa, eficiência energética, automação e manutenção de sistemas. Segundo nota à imprensa, até 2015, a companhia destinará 1,2 bilhão de dólares (2,9 bilhões de reais) para eficiência energética e pesquisa e desenvolvimento, entre outras medidas de ecoeficiência.

“Em um dos prédios da Petrobras, por exemplo, conseguimos reduzir o consumo de energia em 15% apenas com a eliminação do desperdício e monitoramento dos gastos. Esta ação nos deu um retorno de aproximadamente R$ 600 mil”, afirma Marcelo Ivan Pereira, coordenador de Eficiência Energética Predial da Petrobras.
O objetivo é atingir uma economia de até 40% em todos os prédios da companhia.

Para aumentar a eficiência energética, a empresa usa um sistema de energia solar para aquecimento de água em três prédios no Rio de Janeiro. No Edifício Cidade Nova, ocupada pela Universidade Petrobras, a iniciativa aquece até 23 mil litros de água por dia para o restaurante do prédio. Para garantir a qualidade e eficiência do novo modelo, as instalações de energia elétrica e água dos edifícios são monitoradas por um sistema online.

- Buildings – Portal Exame – 10/11/11

Conceito “Casa, Shopping e Escritório” Vira Tendência pelo País

novembro 11, 2011, 9:47 pm |
SÃO PAULO – Casa, trabalho, compras e lazer no mesmo endereço. Depois de experiências bem-sucedidas em Salvador, Campinas, Manaus e São Paulo, será inaugurado amanhã em São Caetano do Sul, no ABC paulista, mais um shopping dentro de condomínio. Seguindo uma tendência mundial, o centro de compras será rodeado por prédios residenciais, torres comerciais e áreas verdes. Na arquitetura, o modelo é chamado de uso misto ou “três em um”.

Conceitualmente, o projeto do novo shopping é semelhante ao do complexo que abriga o Cidade Jardim, na zona sul paulistana. Mas o novo espaço, com 300 mil metros quadrados, não será fechado por cancelas. Ocupado inicialmente só pelo conjunto de lojas, terá ruas abertas ao tráfego. Quando estiver totalmente pronto, estima-se que a ocupação seja 30% residencial e 70% comercial ou de serviços.

Já o cronograma do empreendimento, que nasce com a pretensão de se tornar um novo bairro da cidade, segue a linha adotada pelo mercado: primeiramente o shopping, depois os prédios. Segundo a superintendente do ParkShopping São Caetano, Beatriz Alves, essa ordem é respeitada porque o centro de compras sempre alavanca o desenvolvimento urbano do entorno.

“O modelo cria uma sinergia muito boa. A praça de alimentação, por exemplo, será sempre um sucesso se estiver ao lado de uma torre comercial. Além disso, nas grandes cidades, essa tendência de oferecer vários serviços no mesmo espaço está relacionada à questão da segurança das pessoas e da fuga do trânsito. Para os shoppings, é fluxo constante garantido”, afirma Beatriz.

O modelo de uso misto também é destaque em outras capitais. Ainda em construção, o Horto Bela Vista, em Salvador, terá, além de shopping, torres comerciais e residenciais, colégio, parque e hotel anexos. Em Manaus, um megaempreendimento no bairro de Ponta Negra, o mais luxuoso da cidade, segue a mesma linha de construção, com o privilégio de ter o Rio Negro como paisagem.

Horário diferente. Em áreas com característica regional, a tendência do modelo é mais forte. O ParkShopping São Caetano foi projetado para atender não apenas a população da cidade, mas moradores da capital, de São Bernardo do Campo e de Santo André. Para não perder clientes, o horário de funcionamento será diferenciado: das 11 às 23 horas.

Em Campinas, o Galleria Shopping já conta com um conjunto comercial de seis edifícios, um condomínio de casas de alto padrão e, nos próximos anos, deve receber pelo menos quatro torres residenciais. Segundo o gerente-geral Ciro Neto, moradores contarão com acesso exclusivo ao centro de compras. “Ele será feito por um elevador exclusivo”, diz.

Valorização. Para Neto, o conceito três em um valoriza as construções. “Há apartamentos aqui cujo metro quadrado vale R$ 10 mil. A presença do shopping proporciona essa valorização”, afirma. Por dia, o público flutuante do centro de compras gira em torno de 6 mil pessoas. “É vantagem para todo mundo.”

- CTE – 10/11/11

A Arte de Otimizar Taxas de Fechamento de Vendas

novembro 11, 2011, 9:50 pm |
Você é líder de vendas e não está satisfeito com o índice de fechamento da sua equipe? Você é consultor de vendas e não entende a razão da sua taxa de conversão não ser melhor? Você é empresário e deseja otimizar a taxa de fechamento de vendas?

Caso tenha respondido “sim” para alguma das questões acima, recomendo que leia com atenção este artigo, pois ele poderá lhe trazer grandes benefícios. Muitos gestores não entendem como consultores de vendas experientes não conseguem ótimas taxas de fechamento. Muitos vendedores fogem deste assunto e, quando ele é inevitável, passam horas a fio pensando em uma explicação convincente.

O que muitos profissionais da área de vendas costumam esquecer é que fechar um negócio é como assar um bolo. Primeiro, você precisa de uma receita, depois, precisa saber que, se deixar de fora um único ingrediente, o bolo não vai sair como o esperado. Então, a primeira coisa que você precisa ter em mente é que o processo de vendas (todas as fases dela) precisa ser cumprido com eficácia.

Portanto, domine os componentes-chave para fechar o negócio e você será capaz de vender qualquer coisa, a qualquer um, em qualquer lugar. Mas, para isso, o consultor de vendas terá que ficar atento a alguns fatores:

- Vender credibilidade antes do produto.
- Não ter pressa de fechar o negócio.
- Nunca fazer pressão.
- Não subestimar as emoções durante a fase que antecede ao fechamento.
- Acreditar muito no produto que está vendendo.
- Ficar atento à linguagem verbal e não verbal do cliente.
- Ser flexível.
- Ter um plano alternativo.
- Evitar objeções, mas, se forem necessárias, é preciso fazê-las com atenção.
- Ter um modelo de fechamento e treiná-lo com rigor.
- Vender valor, e não descontos.
- Após cada negociação, refletir sobre os pontos que precisam ser aprimorados.

Seguir as dicas acima pode não garantir o seu sucesso no fechamento das vendas, mas ignorá-las será fracasso na certa. Pense nisso!

- E-zine VendaMais – 11/11/11 – Evaldo Costa é diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil. É também escritor, consultor, conferencista e professor.

Família Klein Amplia Atuação no Setor Imobiliário

novembro 11, 2011, 9:56 pm |
Capital Brasileiro nasce com uma carteira imobiliária com valor patrimonial de R$ 2,4 bi

São Paulo – Criada recentemente pela Família Klein, fundadora da Casas Bahia, a holding Capital Brasileiro de Empreendimentos e Participações (CBEP) nasce com uma carteira de imóveis cujo valor patrimonial é por volta de R$ 2,4 bilhões.

A nova holding tem na área imobiliária o seu principal foco, além de reunir a Habile – empresa da área de segurança, e os negócios da Casas Bahia que não fizeram parte do acordo de fusão com o Grupo Pão de Açúcar, em 2010.

No setor imobiliário, a Capital Brasileiro atuará no segmento de galpões industriais. Conforme declarou Michael Klein ao Jornal Valor Econômico, já está sendo ampliada a carteira de imóveis da empresa – que tem apoio de R$ 1 bilhão para novos investimentos.

“Estamos comprando terrenos de até meio milhão de metros quadrados, construindo espaços e alugando para terceiros. A ideia é estar nas regiões mais estratégicas do país, com espaços nos polos logísticos em fase de crescimento”, declarou Michel Klein.

A carteira soma terrenos e prédios nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia, incluídos na carteira imobiliária dos Klein em 2011, com investimentos da ordem de R$ 360 milhões. Deste montante, R$ 150 milhões foram destinados à compra de uma área com 500 mil m2 e à construção de um centro de distribuição com 140 mil m2, em Arujá, SP. Também em 2011, foi adquirido um terreno em Betim, e outros negócios do gênero estão engatilhados em Brasília, no Ceará e em Pernambuco.

Em grande parte, os empreendimentos logísticos construídos e a construir pela Família Klein através da Capital Brasileiro são destinados ao aluguel para a Globex e a Extra-Eletro – empresas que fazem parte da fusão entre Casas Bahia e Grupo Pão de Açúcar.

- Buildings – Exame – 10/11/11

Cyrela Sobe Após Apresentar Lucro do Trimestre Superar Previsões

novembro 11, 2011, 10:04 pm |
Ação da empresa sobe 2% após divulgação do lucro de R$ 146,8 milhões

São Paulo – As ações da Cyrela Brazil Realty SA Empreendimentos e Participações sobem mais de 2 por cento, após a construtora informar lucro líquido acima das projeções de analistas no terceiro trimestre.

O ganho ficou em R$ 146,8 milhões, o que significou uma queda de 17 por cento em comparação ao lucro de R$ 176 milhões no mesmo período do ano passado, segundo comunicado enviado ontem à Comissão de Valores Mobiliários. O resultado superou a média das estimativas de seis analistas consultados pela Bloomberg, de um lucro líquido de R$ 129,2 milhões.

Às 13:05, os papéis da Cyrela subiam 2,5 por cento, para R$ 14,51. O Ibovespa subia 0,5 por cento no horário. No ano, os papéis da construtora caem 34 por cento, enquanto o principal indicador da bolsa brasileira perde 17 por cento.

“Em geral, os resultados foram bons”, disseram os analistas Guilherme Rocha, Daniel Gasparete e Vanessa Quiroga, do Credit Suisse SA CTVM, em relatório a clientes hoje. “A Cyrela continuou informando melhoras tanto em margens quando em estratégia, já que tem feito um bom trabalho em cortar custos operacionais ao mesmo tempo em que tem elevado suas participações em projetos construídos por ela.”

A empresa disse que espera fechar o ano com desempenho operacional próximo à faixa inferior das projeções feitas para lançamentos e vendas contratadas.

Os resultados da Cyrela foram considerados “muito fortes” pelos analistas Flavio Queiroz e Fabiola Gama, do Banco Santander Brasil SA, segundo relatório enviado hoje a clientes.

- Portal Exame – 10/11/11

Obras de Arte se Destacam em Prédios Modernistas

novembro 13, 2011, 8:10 pm |
Movimento influenciou urbanização em meados do século passado. Construções desse tipo estão concentradas em Higienópolis, Bela Vista (centro) e região dos Jardins (zona oeste)

Apesar de prédios de arquitetura modernista e artes plásticas na fachada terem ocupado regiões de classe média alta, como Higienópolis (centro) e Jardins (zona oeste), essa combinação não era exclusiva de empreendimentos mais requintados em meados do século passado.

O edifício Nações Unidas, de 1953, na avenida Paulista, por exemplo, tem um painel de Clóvis Graciano. Seus 409 apartamentos de um ou dois quartos medem até 100 metros quadrados.

O Montreal, na avenida Ipiranga (centro de São Paulo), tem 230 quitinetes com áreas entre 38 m² e 42 m².
Projetado em 1954 por Oscar Niemeyer, possui um painel de pastilhas feito pelo artista plástico Di Cavalcanti no hall de entrada.

Ao serem lançados, esses prédios tinham como público-alvo pessoas sozinhas ou famílias que chegavam a São Paulo para constituir a vida.

Na comparação entre a arte nos prédios modernistas e a nos contemporâneos, notam-se diferenças em sua relação com a arquitetura.

“Antes havia amizade entre artistas plásticos e arquitetos. Agora, é mais uma questão de mercado”, considera o professor de história da arte Luís Octavio Rocha, do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.

É possível perceber, porém, semelhanças na relação com o espaço público. Tanto os painéis de prédios antigos como os de recém-lançados costumam ser expostos para a rua, acessíveis ao transeunte. No entanto, tiveram de se adaptar aos novos tempos.

Um exemplo é o edifício Nobel, em Higienópolis: o painel do artista Bramante Buffoni foi cercado por grades entre os anos 1970 e 1980.

ABANDONO
Para os arquitetos Abílio Guerra e Michel Gorzki, do site Arquiteturismo (vitruvius.es/arquiteturismo), projetos de artes plásticas e de arquitetura urbanística foram abandonados após os anos 1980. “Deixou-se de privilegiar prédios que se distinguem na paisagem”, argumenta Gorzki.

- Folha de São Paulo – Imóveis – 13/11/11

Incorporadoras Investem em Peças de Arte em Edifícios Residenciais

novembro 13, 2011, 8:34 pm |
Cresce o número de arquitetos e empresas que projetam áreas comuns com obras artísticas. Custo desses objetos é pequeno em relação ao total da construção e não tem impacto no valor final do imóvel

Na rua Simpatia, na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo), um edifício entregue neste ano mostra algo diferente do que se vê na maioria dos residenciais da cidade: um painel de 30 m² estampa parte da fachada.

De autoria do artista Andrés Sandoval, a obra resgata uma tendência presente até os anos 1970: inserir objetos de arte em edifícios, geralmente encomendados pelo arquiteto e pela incorporadora a um artista plástico.

No próximo ano, ao menos quinze lançamentos na cidade terão peças de arte como protagonistas de alguma área comum do condomínio.
Esses projetos se concentram em áreas de edifícios de alto padrão, principalmente na zona oeste. Em Pinheiros, um lançamento abrigará um trabalho da artista plástica Estela Sokol. “É uma tentativa de estabelecer diálogo com a arquitetura”, diz ela.

No centro, uma obra do artista Vitor César será exposta no calçamento de um projeto do designer Marcelo Rosenbaum. “O público é de pessoas entre 25 e 40 anos”, caracteriza a diretora de incorporação da Stan, Leila Jacy.

VALORES
Um projeto com esse tipo de proposta não costuma aumentar os preços do imóvel ou o valor do condomínio.

“Não podemos aumentar [o preço das unidades] porque as obras não são valorizadas a esse ponto, mas é um conceito que diferencia o imóvel”, afirma Rogério Atala, da construtora W Zarzur.
O preço do m² de empreendimentos com obras de arte varia de R$ 4.500 a R$ 8.100, segundo a empresa de pesquisas Geoimovel.

Para José Eduardo Lefèvre, professor de arquitetura da Universidade de São Paulo, a maior diferença entre os projetos atuais e os da época modernista é que os últimos foram concebidos para expor as obras sem grades separando-as do calçamento.

- Folha de São Paulo – Imóveis – 13/11/11

Inadimplência do consumidor sobe 23% no ano, aponta Serasa

DE SÃO PAULO

A inadimplência do consumidor apresentou alta de 23,0% no acumulado dos dez primeiros meses deste ano ante igual período de 2010, de acordo com o indicador da Serasa Experian divulgado nesta quarta-feira. Considerando apenas outubro, houve elevação de 19,2% no confronto com o mesmo intervalo no ano passado.

Já na comparação com o mês anterior, houve queda de 1,5%, a segunda redução seguida após seis altas consecutivas. A diminuição do ritmo inflacionário, a manutenção das taxas de desemprego em patamares historicamente baixos e o crescimento mais moderado do endividamento do consumidor têm contribuído para amenizar a situação de inadimplemento das pessoas físicas, favorecendo a renegociação de dívidas e quitação de débitos em atraso, observam os economistas da Serasa.

As dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) e a inadimplência com os bancos foram as principais responsáveis pela queda do indicador, com recuo de 2,8% e 2,7%, respectivamente, em outubro ante setembro.

Mulheres ganham menos do que os homens, aponta Censo

DE SÃO PAULO

A renda das mulheres representava apenas 70% da renda dos homens em 2010, segundo os Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira.

Segundo a pesquisa, o rendimento médio mensal das mulheres foi calculado em R$ 983, enquanto a dos homens foi de R$ 1.392.

A diferença variou de 70,3% na região Sul (R$ 1.045 para as mulheres e R$ 1.486 para os homens) a 75,5% na região Norte (R$ 809 das mulheres contra R$ 1.072 dos homens).

Os percentuais da parcela feminina também foram maiores que os da masculina nas classes sem rendimento (43,1% e 30,8%), até meio salário mínimo (8% e 4,6%) e até um salário mínimo (21,5% e 20,8%).

RESPONSÁVEIS

Segundo o Censo 2010, havia no Brasil cerca de 57 milhões de unidades domésticas, com um número médio de 3,3 moradores em cada uma.

Entre os que se apresentaram como responsáveis pela unidade, 61,3% eram homens (35 milhões) e 38,7%, mulheres (22 milhões).

A pesquisa também investigou a possibilidade de haver mais de uma pessoa responsável pela unidade doméstica: cerca de um terço dos entrevistados declararam que a responsabilidade é compartilhada.

Em 2010, 65,3% das unidades eram formadas por responsável e cônjuge/companheiro de sexo diferente. Uma inovação este ano permitiu o registro de cônjuge/companheiro do mesmo sexo, o que se verificou em algo em torno de 60 mil unidades, 0,1% do total.

CENSO

Participaram do Censo 2010 cerca de 190 mil recenseadores, que visitaram os mais de 5.500 municípios brasileiros. Ao todo, foram entrevistados representantes de 67,5 milhões de domicílios no período de 1º de agosto a 31 de outubro --outras 899 mil residências foram consideradas fechadas.

Os primeiros dados da pesquisa, que identificou uma população de 190 milhões de pessoas, foram revelados em abril deste ano. Nesta quarta-feira, o IBGE divulgou dados consolidados e novos recortes nas estatísticas.

Índice de Clima Econômico piora no Brasil, aponta FGV

DE SÃO PAULO

O ICE (Índice de Clima Econômico) no Brasil recuou mais uma vez, de 5,8 pontos em julho para 4,8 pontos em outubro, de acordo com a pesquisa trimestral divulgada nesta quarta-feira elaborada em parceria entre o instituto alemão Ifo e a FGV (Fundação Getulio Vargas).

O país registrou piora nos dois índices: o ISA (Índice da Situação Atual) passou de 6,8 para 5,8 pontos e o IE (Índice de Expectativas) de 4,7 para 3,7 pontos.

Entre os BRICs, apenas a China apresentou uma pequena melhora nesse período, de 4,5 para 4,6 pontos, embora o país continue na fase de declínio, segundo a metodologia do levantamento.

Na pesquisa de julho, a Rússia (5,6) e a Índia (5,9) estavam na região de indicadores favoráveis (boom), mas, pela sondagem de outubro, a Rússia passou para a fase recessiva (4,2) e a Índia para a de declínio (5,0).

Considerando a média na América Latina, o indicador passou de 5,6 para 4,4 pontos, abaixo da média histórica, refletindo a incerteza do cenário mundial e sinalizando a entrada da região na fase de declínio do ciclo econômico.

Arthur Levinson será presidente do conselho da Apple

Tecnologia - DE SÃO PAULO

A Apple anunciou ontem que Arthur D. Levinson será o novo presidente do conselho da empresa.

O cargo havia ficado vago com a morte de Steve Jobs, em outubro. Tim Cook continua sendo o presidente-executivo da Apple.

Levinson faz parte do conselho da companhia desde 2005. Ele também é presidente do conselho da empresa de biotecnologia Genentech e faz parte do conselho da farmacêutica Roche.

A Apple também anunciou que Robert Iger, presidente da Disney, passará a fazer parte de seu conselho.

Steve Jobs era um dos maiores acionistas da Disney, pois vendeu o estúdio Pixar à gigante do entretenimento em uma troca de ações.

Na crise, capital vem ao Brasil

Depois de 2008 e de novo agora, investimentos estrangeiros na 'produção' brasileira aumentam

QUANTO MAIS o barco da economia mundial faz água, mais investimento externo "na produção" o Brasil recebe.
Mesmo descontadas as distorções cambiais e as aplicações financeiras que entraram disfarçadas em investimento direto (enfim pouco dinheiro, parece), o capital que veio para criar ou ampliar empresas aumentou no pós-crise de 2008 e de novo agora, depois que a recuperação mundial micou.

Cresceu também em termos relativos, como proporção do PIB. O surto de Investimento Estrangeiro Direto (IED), o nome oficial da coisa, é ainda mais impressionante neste 2011. Tome-se como base outubro de 2010, quando o governo brasileiro baixou medidas para limitar a entrada de aplicações financeiras, que não afetavam, claro, o IED, mas podiam "assustar o mercado".

Nos 12 meses anteriores a outubro de 2010, o IED acumulado era de 1,4% do PIB. Em maio deste ano subira a mais de 2,9% do PIB -isso quando já estava claro que a Grécia se esboroava, avariando também Europa e resto do mundo. Em setembro, o IED foi a mais de 3,3%.

Jamais ocorrera tamanha exuberância pelo menos desde 1995 -desde quando as contas brasileiras estão mais arrumadinhas.

A bem da precisão, o IED passou de 4% do PIB nos anos da grande desvalorização do real, entre 1998 e 2002. Mas isso é ilusão aritmética. O IED parecia enorme porque a economia brasileira ficou miudinha, em dólares, dada a desvalorização da moeda. De resto, o Brasil não crescia quase nada.

Sob certo aspecto, a enxurrada de dinheiro pode não parecer surpreendente. EUA, Europa e Japão não devem crescer tão cedo.

No Brasil, o risco relativo de investir é agora menor. Mal ou bem, o mercado interno continua a crescer ainda mais que a economia. Exemplos "pops" e anedóticos recentes do interesse pelo consumidor brasileiro: a Pepsi comprou a biscoitos Mabel, a Kirin comprou a Schincariol, Carrefour e Casino brigaram pelo Pão de Açúcar etc.

Há também oportunidades em infraestrutura, em transportes e em energia. Exemplo: os fabricantes de equipamentos de energia eólica, sem mercado nos EUA e na Europa, correm em massa para o Brasil.
Há o petróleo -a Sinopec, chinesa, depois de entrar na Repsol, agora foi de Galp. Não há espaço para listar os investimentos, inclusive de brasileiros retornando, mas a massa de capital é impressionante.

Tão impressionante que chama a atenção para outro aspecto da torrente de dinheiro: o risco de haver uma freada forte. Por quê? 1) O Brasil deve descolar apenas em parte da crise mundial; 2) Embora exista capital sobrando no mundo à procura de rentabilidade, a piora nas condições financeiras no mundo rico em tese deveria afetar a vontade de investir.

Porém, faz tempo que tais riscos e empecilhos estão claros para quem tem dinheiro, ainda mais para empresas grandes, que fazem planos além do curto prazo. E a torrente de dinheiro apenas aumenta.
O que está havendo? Petróleo, obras esportivas e a perspectiva de "ampliação do mercado de massas" pelo menos pelos próximos cinco anos estão fazendo as múltis relevarem os riscos de curto prazo? O Brasil virou uma aposta de duração ao menos quinquenal?

vinit@uol.com.br

Confira o calendário de pagamento do IPVA 2012

CRISTIANE GERCINA
DO "AGORA"
DE SÃO PAULO

Quem tem carro em São Paulo já pode começar a programar o pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) de 2012. O governo do Estado divulgou o calendário de pagamento do imposto.

Segundo tabela publicada no "Diário Oficial" do Estado de São Paulo no último sábado, em 2012, o pagamento para quem tem carro com placa final 1 começará no dia 11 de janeiro. Nesse dia, é possível pagar o imposto à vista, com 3% de desconto.

Pelo calendário, o pagamento deverá ser feito até o dia 24 de janeiro, conforme o número final da placa do contribuinte. Veja o calendário abaixo.

Somente em janeiro é possível fazer o pagamento com o desconto de 3%. Em fevereiro, há a possibilidade de pagar a dívida à vista, mas sem nenhum desconto.

Quem optar por parcelar o tributo devido ao Estado deverá pagar a primeira parcela em janeiro, conforme o final da placa do veículo. A última parcela vence em março.

CÁLCULO

O IPVA é calculado sobre o valor do veículo no mercado em setembro, conforme uma tabela montada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Sobre o valor da tabela, é acrescentado o percentual que varia de 3% a 5%, conforme o tipo de veículo.

CAMINHÕES E ZERO-QUILÔMETRO

Para os caminhões, o pagamento do imposto começará somente em março, conforme o final da placa do veículo. Para saber a data do pagamento, os proprietários deverão utilizar a mesma tabela do mês de março definida para os carros de passeio e veículos menores.

No caso de carros zero-quilômetro, o desconto do IPVA de 2012 será de 3% desde que o pagamento integral seja feito até o 5º dia útil posterior à emissão da nota fiscal do veículo.

IMPOSTO MENOR

Os donos de carros usados pagarão menos IPVA para licenciar o veículo no próximo ano. A redução no valor do imposto será de até 10% para a maioria dos veículos de passeio, considerando a inflação do ano.

Entretanto, a queda não deve ser motivo de comemoração para os contribuintes. Isso porque, como o tributo é cobrado sobre o valor dos veículos no mercado, o patrimônio das pessoas está valendo menos.

Segundo pesquisa dos preços de veículos usados feita pela agência AutoInforme/ Molicar, todos os veículos fabricados de 2006 em diante terão queda no valor do imposto. A maior queda será para os mais novos.

CARTAS

Os proprietários de veículos no Estado de São Paulo começarão a receber as cartas referentes ao IPVA de 2012 no começo de dezembro.

O mês, segundo a Secretaria de Estado da Fazenda de SP, foi escolhido para que os clientes que transferiram os créditos da Nota Fiscal Paulista já recebam o aviso do imposto com o desconto.

A Fazenda alerta que o proprietário que vender o veículo até o final do ano deve ficar atento.

Ele terá 30 dias para informar ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) sobre a venda para não ter de pagar o IPVA de 2012 do carro negociado.

Os carros zero também têm prazo para pagamento.

Megaprojeto chinês de moradias atrasa

16/11/2011 - 09h37
FABIANO MAISONNAVE
DE PEQUIM

A China admitiu que está longe de cumprir a ambiciosa meta de construir, neste ano, 10 milhões de moradias populares. O atraso reforça relatos de dificuldades no projeto e é uma má notícia para produtores de minério de ferro como a brasileira Vale, que aposta no programa para manter as vendas em alta, apesar da crise econômica.

Um terço das obras previstas ainda está nos trabalhos iniciais, afirmou, em entrevista na semana passada, o vice-ministro da Moradia, Qi Ji. "Devido à preparação apressada, a construção começou um pouco tarde. Estamos exigindo que as fundações sejam construídas até o final do ano."

Qi Ji admitiu que a China tampouco cumprirá a meta de mais 10 milhões de unidades em 2012, mas não deu uma nova estimativa.

Os números estão no atual Plano Quinquenal (2011-2015) do governo chinês, que prevê a construção de 36 milhões de moradias no período. Se cada casa tiver três pessoas, o projeto seria suficiente para abrigar pouco mais da metade da população brasileira.

Segundo analistas, uma das principais dificuldades do projeto é que até 80% do financiamento vem dos governos locais. Muitos deles, porém, estão com dificuldades de caixa por causa do mercado imobiliário, a principal fonte de renda das grandes e médias cidades.

Ao longo dos últimos anos, as prefeituras, proibidas de cobrar imposto territorial, têm se financiado principalmente por meio da transformação de áreas rurais em urbanas. O sistema gerou grande especulação imobiliária, fomentada pelas poucas opções de investimento no país e pela urbanização.

Nos últimos meses, porém, o governo tem combatido a especulação imobiliária por meio de aperto no crédito e do próprio programa de moradias populares. O resultado é a queda no preço dos imóveis, alto para os padrões locais, e a desaceleração do setor. Em consequência, os governos locais arrecadam menos.

Para contornar o problema, o governo começou a autorizar cidades a emitir títulos pela primeira vez em quase duas décadas. Os primeiros foram colocados ontem no mercado por Xangai.

MAIOR CONSUMIDOR

A construção civil é o setor que mais contribui para a demanda de minério de ferro chinês, o maior consumidor mundial da commodity.

Em entrevista durante visita à China em agosto, José Carlos Martins, diretor da Vale, estimou que 50% da demanda por aço na China vem da construção. Ele acredita que o processo de urbanização asiático será o grande motor da demanda nos próximos anos.

A China é o principal cliente da Vale, responsável por 32% das vendas somente no segundo trimestre deste ano.

O boom dos imóveis

(Envolverde - São Paulo/SP - AMBIENTE - 15/11/2011)

Um dos campeões do boom imobiliário dos últimos anos, Joseph Meyer Nigri, da Tecnisa, aposta que o nível atual de preços de imóveis se manterá nos próximos dez a vinte anos.

Há casos de bairros cujos preços subiram demais, houve exagero. Além disso, em algumas áreas a valorização dos terrenos influenciou o preço de novos imóveis, fazendo-os bater no limite do mercado. Mas são bolhas localizadas que, segundo Nigri, não atrapalharão o ritmo de desenvolvimento do mercado.

Antigamente, era muito alto o percentual de compradores do mesmo bairro onde se situava o lançamento. Quem era da Mooca, não saía de lá, assim como do Tatuapé. Hoje em dia, não existe mais essa fidelização. Quando um bairro fica caro, o mutuário migra para outro mais barato.

Há dois tipos básicos de compradores: o investidor e o mutuário. O primeiro pode ser afetado pela crise. Perdeu dinheiro com ações, perdeu no mercado internacional, lê sobre crises em outros países e entra na retranca.

Mas o segundo tipo de comprador continuará pressionando o mercado. Este, tem emprego fixo, reserva de 25% a 30% do seu salário para a prestação e continua comprando normalmente, pouco se lixando para a Grécia e para a Itália.

O que anima o mercado é a perspectiva de aumento da renda real. No ano passado, o aumento foi de 7,4%. Espera-se ritmo semelhante nos próximos anos.
A principal característica do atual movimento, é que está ocorrendo em todo o país.

No caso da Tecnisa, a estratégia tem sido a de se colocar em toda cidade com mais de 300 mil habitantes. Atualmente, está em 26.
Atua em um mercado que vai do imóvel de R$ 100 mil até o de R$ 2,5 milhões. O tíquete médio dela é de R$ 300 mil.

Um dos fantasmas do setor - o esgotamento dos recursos da caderneta de poupança - não assusta Nigri.
Primeiro, há espaço na parcela dos depósitos recolhidos hoje no compulsório (20%). Depois, porque o setor já dispõe de instrumentos variadíssimos, como os CRI (Certificados de Recibos Imobiliários). Esse setor tem atraído, inclusive, grandes grupos estrangeiros, devido à sua rentabilidade - os títulos rendem IGPM mais 12%.

Outro fantasma - o da inadimplência ou da bolha financeira - está muito longe do país.
Para conseguir o financiamento, o mutuário precisa dar 30% à vista. Usando o FGTS, pode abater até 80% da prestação. Em geral, o prazo médio dos financiamentos é de 30 anos. Mas, na média, os mutuários têm quitado em apenas 8,3 anos - antecipando parcelas futuras.

Tudo isso porque o modelo SAC (Sistema de Amortização Constante) começa com prestações altas, caindo mês a mês, enquanto os salários têm registrado trajetória de alta.

Além disso, com a valorização dos preços dos imóveis, a cada mês o saldo devedor representa uma parcela menor do valor final do imóvel.
A Tecnisa foi a primeira empresa a descobrir a internet como motor de venda. Hoje em dia, gasta mais com o Google do que a soma da publicidade em jornal impresso.

* Publicado originalmente no Luis Nassif Online e retirado do site da revista Carta Capital.

Cityscape 2011 apresenta reflexos do crescimento econômico no setor imobiliário nacional

(BRANDPRESS - AGRICULTURA E AGROPECUÁRIA - 15/11/2011)

O mercado imobiliário brasileiro vive um momento de crescimento sustentável e a expansão da economia nacional se reflete no surgimento de boas oportunidades fora dos grandes centros urbanos. Esta foi a tônica da 5ª. edição do Cityscape Latin America, que reuniu centenas de executivos do mercado imobiliário brasileiro em São Paulo, entre os dias 7 e 9 de novembro.

O painel inicial sobre os fundamentos da economia brasileira contou com a presença do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, do economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Luis Fernando Melo Mendes, do presidente do grupo WTorre, Walter Torre Jr, e do diretor de crédito imobiliário do Banco Bradesco, Claudio Borges Cassemiro.

Os quatro concordaram que os fundamentos econômicos do país estão bem equilibrados e não há motivos para se falar em boom ou bolha do mercado imobiliário brasileiro. O diretor do Bradesco, Claudio Borges Cassemiro, reforçou ainda a posição de solidez do Sistema Financeiro Nacional e as boas práticas que são adotadas na concessão de crédito, realizadas sem colocar em risco o sistema e as instituições.

Nos setores corporativo e hoteleiro também ficou evidente que o crescimento da economia está fazendo surgir novos mercados e novas oportunidades fora dos grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro. Cidades menores da Baixada Santista, do interior paulista e também da região Nordeste já atraem a atenção dos investidores.

Com relação aos empreendimentos do setor hoteleiro e turístico, o reflexo do crescimento econômico aparece na retomada do valor das diárias, que confere maior rentabilidade aos empreendimentos. Por outro lado, os terrenos estão cada vez mais caros. Além disso, a burocracia brasileira e a visão do investidor internacional sobre o risco do país dificultam a expansão.

Para o diretor da Caio Calfat Real Estate Consulting, Roberto Rocha Lima, "enquanto investidores buscam taxas internas de retorno entre 18% e 20% considerando um grau de risco, a realidade é que o risco do investimento no país é bem menor e empreendimentos hoteleiros com retorno na ordem de 12% a 15% são perfeitamente factíveis" afirmou o executivo que foi o presidente de mesa do painel sobre o setor hoteleiro e turístico.

A 5ª. edição do Cityscape Latin America também reuniu executivos para discutir os segmentos de construção residencial, infraestrutura logística e construção de shopping centers. Uma novidade da edição de 2011 foi a realização conjunta do CoreNet Global Brazil Summit 2011, que teve palestras de executivos da Johnson & Johnson, Dworking, AES Eletropaulo, Phillips do Brasil, Home Agent e Lock Engenharia, entre outros.

O Cityscape Latin America 2011 foi realizado pela IBC com o patrocínio da BRG, BroadwayMalyan, Companhia Hipotecária Brasileira, Cibrasec, Dworking, GaiaSec, Intermediação, John Richard, Law&Liberatore Advogados, Libercon, Masa, PMKA Advogados ,SLS Consultoria, Soluções Consultoria, Talento Gerenciadora e do grupo Brazilian Finance & Real Estate.

MRV tem receita recorde, mas com queda de margens


(Valor Econômico - São Paulo/SP - EU & INVESTIMENTOS - P. D3 - 16/11/2011)

O avanço das obras dos empreendimentos imobiliários e as vendas recordes no terceiro trimestre possibilitaram que a MRV Engenharia registrasse seu maior patamar de receita líquida trimestral, de R$ 1,07 bilhão, valor 20% acima do mesmo período do ano passado.

Foram concluídas 5,568 mil unidades, 8% acima do intervalo equivalente de 2010. No setor, a receita é contabilizada à medida que as obras avançam. A empresa repassou o financiamento de clientes de 7,059 mil unidades para a Caixa Econômica Federal.

No período, a MRV registrou também recorde histórico trimestral de unidades contratadas e repassadas para a Caixa. O total de contratações chegou a 50 mil unidades - 30 mil de crédito à produção e 20 mil repasses de financiamento a clientes -, conforme o presidente da MRV, Rubens Menin.

O executivo afirma que a empresa deve cumprir suas metas de vendas contratadas e margem Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 2011. "Estamos muito otimistas com o mercado. O ambiente esperado para 2012 é de continuidade de demanda maior que oferta no segmento de baixa renda", diz Menin.

A expectativa é de "excelente rentabilidade" para o próximo ano. É esperado também que a companhia passe a ter fluxo de caixa operacional positivo. No terceiro trimestre, o consumo de caixa foi de R$ 79,5 milhões.

Apesar do aumento da receita, a MRV Engenharia registrou queda de 3,4% no lucro líquido ante o terceiro trimestre de 2010, para R$ 208,6 milhões. A margem bruta teve queda de 35,6% para 31,6%. O crescimento da companhia resultou no aumento das despesas financeiras de R$ 7,2 milhões para R$ 43,2 milhões. A dívida líquida cresceu 116%, para R$ 1,25 bilhão. No fim do terceiro trimestre, o banco de terrenos da companhia correspondia a lançamentos potenciais de R$ 16,2 bilhões. (CQ)

BR Brokers supera Lopes em vendas

(Valor Econômico - São Paulo/SP - EU & INVESTIMENTOS - P.D3 - 16/11/2011)

A Brasil Brokers está se distanciando da sua principal concorrente, a LPS Brasil, conhecida como a imobiliária Lopes, no critério de vendas contratadas.

No terceiro trimestre, a Brasil Brokers vendeu R$ 5,2 bilhões, 21% acima dos R$ 4,3 bilhões da Lopes. No segundo trimestre, Brasil Brokers havia vendido R$ 4,97 bilhões, e a concorrente, R$ 4,96 bilhões.

A receita líquida obtida pela Brasil Brokers no terceiro trimestre, de R$ 111,5 milhões, também superou a da Lopes, de R$ 97,9 milhões. Já o lucro líquido das duas companhias ficou bastante próximo. A Brasil Brokers teve lucro de R$ 33,5 milhões, e a Lopes, de R$ 33,7 milhões.

A disputa de mercado pelas duas empresas se reflete no ritmo de aquisições. A Lopes fez oito aquisições em 2011. A Brasil Brokers comprou quatro imobiliárias neste ano, concentradas no período de junho a outubro.
No momento, a Brasil Brokers negocia cinco novas aquisições, uma no mercado primário (de lançamentos) e as outras no mercado secundário (de unidades prontas).

"Há possibilidade de anunciarmos uma ou duas aquisições no mercado secundário até o fim do ano", diz o diretor financeiro e de relações com investidores da Brasil Brokers, Álvaro Soares.

No terceiro trimestre, o lucro líquido da Brasil Brokers cresceu 72% e a receita líquida aumentou 32%. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização subiu 42%, para R$ 43,8 milhões. A parcela de custos e despesas sobre a receita líquida caiu de 63% no terceiro trimestre de 2010 para 60% no período de julho a setembro de 2011.

No fim do trimestre, a companhia tinha caixa e disponibilidades de R$ 278,5 milhões, ante R$ 65,9 milhões um ano antes. Soares ressalta que o caixa da empresa se fortaleceu com a oferta de ações realizada no início do ano. (CQ)

Gafisa reduzirá tamanho para melhorar resultados

(Valor Econômico - São Paulo/SP - EU & INVESTIMENTOS - P.D3 - 16/11/2011)
Por Chiara Quintão | São Paulo

A Gafisa decidiu reduzir seu tamanho e separar a gestão de suas marcas - Gafisa, Tenda e Alphaville - com o objetivo de melhorar seus resultados e ter fluxo de caixa positivo. A companhia reduziu sua meta de lançamentos de 2011 para a faixa de R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões. A projeção anterior era de R$ 5 bilhões a R$ 5,6 bilhões. A estimativa para 2012 não está definida, mas os lançamentos também devem ser mais modestos do que inicialmente se esperava.

A redução vai ocorrer principalmente nas operações da Tenda, segundo o presidente da Gafisa, Duilio Calciolari. Com foco na baixa renda, a Tenda tem apresentado margem bruta abaixo de 20%, enquanto o indicador da companhia está próximo de 30%. A participação da Tenda deve cair da parcela de 30% a 35% dos lançamentos de 2011, estimada no início do ano, para 15% a 20%. Em 2012, a parcela de Tenda não deve passar de 25% do total, conforme Calciolari.

A Gafisa comprou 60% da Tenda em 2008 e incorporou a empresa no início de 2010, mas ainda não conseguiu equacionar os problemas relacionados aos repasses dos clientes da marca para a Caixa Econômica Federal. Segundo Calciolari, a companhia tem cinco mil unidades prontas da Tenda das quais ainda não conseguiu repassar os clientes para o banco.

No plano estratégico definido pela Gafisa, só serão lançados empreendimentos da Tenda depois que a Caixa considerar o projeto 100% apto e depois que a pré-venda chegar a pelo menos 50% do total. A intenção é, após cada venda, repassar o cliente para a Caixa no menor tempo possível, o que permitirá menor desembolso durante as obras. Até 2010, os clientes da Tenda eram repassados para a Caixa no pós-chaves. Desde o ano passado, o objetivo já era fazer o desligamento dos clientes durante a obra, mas os lançamentos ocorriam mesmo antes de o projeto estar 100% aprovado pelo banco, o que demandava mais tempo para a liberação dos recursos.

Os lançamentos da Tenda vão se concentrar em São Paulo, Rio, Minas Gerais e Salvador. Outra mudança no segmento será a ampliação do uso de formas de alumínio na produção, tecnologia que possibilita mais eficiência. Projetos previstos da Tenda, mas ainda não lançados, e lançamentos cujas obras ainda não começaram poderão ser cancelados se não se enquadrarem nas novas métricas estabelecidas.

Os lançamentos com a marca Gafisa vão se concentrar nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Obras da marca fora desses mercados serão concluídas, mas áreas do banco de terrenos que se destinariam a projetos fora desses Estados poderão ser vendidas.

A companhia pretende também ampliar a participação do segmento Alphaville, que tem margens entre 45% e 50%.
Na nova estrutura da companhia, Sandro Gamba, diretor de incorporação da companhia, ficará à frente da gestão do negócio Gafisa. Tenda fica sob a liderança de Rodrigo Osmo, que já comandou Alphaville. Osmo vai acumular, interinamente, a função que já ocupa de diretor financeiro da companhia até que novo profissional seja escolhido para o cargo. Marcelo Willer é o diretor-superintendente responsável por Alphaville.

No terceiro trimestre, o lucro líquido da Gafisa caiu 60% ante o mesmo período do ano passado, para R$ 46,2 milhões. A receita líquida subiu 5%, para R$ 1,005 bilhão. A margem bruta melhorou de 28,8% para 29,5%. O aumento do INCC em maio teve impacto positivo na margem do terceiro trimestre, à medida que a companhia repassa a variação do indicador para seus clientes com defasagem de dois meses. De acordo com Calciolari, projetos com margem menor, principalmente da marca Gafisa, estão perdendo relevância na composição do indicador.

No fim do trimestre, o total de dívida líquida e obrigações com investidores era de R$ 2,95 bilhões, valor 42% superior ao de um ano antes. O caixa caiu 26%, para R$ 912,4 milhões. No trimestre, o consumo de caixa operacional da Gafisa foi de R$ 56 milhões.

Trisul abrirá mão de crescer para se tornar mais rentável

(Valor Econômico - São Paulo/SP - EU & INVESTIMENTOS - P.D3 - 16/11/2011)
Marina Falcão | De São Paulo

Ainda não foi no terceiro trimestre que a Trisul conseguiu livrar seu balanço do impacto negativo da revisão do orçamento de obras. Mas no que depender do presidente da companhia, Jorge Cury, essa foi a última vez que a construtora teve seu desempenho comprometido pelo descontrole na gestão de custos. Nem que para isso seja necessário pisar no freio.

O impacto no resultado líquido referente à revisão orçamentária foi de R$ 7,2 milhões no trimestre. Apenas um resíduo, se comparado aos R$ 88,7 milhões que deixaram a Trisul com prejuízo de R$ 46,8 milhões nos primeiros seis meses do ano.

O montante contribuiu, porém, para que o lucro da companhia recuasse quase 80%, para R$ 4 milhões, de julho a setembro. No período, a receita líquida encolheu 6,5%, para R$ 214,6 milhões, enquanto a margem bruta foi para 23%, em queda de seis pontos percentuais. "O que importa é que voltamos a dar lucro", afirma Cury.
No acumulado do ano, no entanto, a companhia permanece no vermelho. O prejuízo nos primeiros nove primeiros meses totaliza R$ 43,1 milhões, contra um lucro de R$ 57,2 milhões alcançado um ano antes.
O saldo negativo é reflexo de negociações e novos aditivos de contratos com parceiros e subempreiteiros, de necessidade de refazer serviços e, por fim, da escassez e alta dos custos com mão de obra, insumos e locação de equipamentos.
O mesmo fenômeno comprometeu a performance de outras construtoras listadas na bolsa - como Cyrela, Gafisa, MRV e Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário. Mas só no caso da Trisul resultou num atraso de dois meses na divulgação do balanço do segundo trimestre. "Agora estamos monitorando cada canteiro de obra", garante.

Daqui para frente, o objetivo é gerar caixa e se desalavancar no curto prazo. No terceiro trimestre, a Trisul gerou R$ 63 milhões de caixa e usou R$ 148 milhões para quitar dívidas. Apesar do fluxo negativo, o saldo de caixa no fim de setembro era de R$ 222 milhões.

Para cumprir o que propõe, a Trisul está abrindo mão de crescer em nome da rentabilidade. Isso inclui reduzir suas despesas administrativas (inclusive, gastos com executivos) e encerrar o ano com volume geral de lançamentos de até R$ 350 milhões, algo em torno da metade de 2010. "O nosso foco é entregar os empreendimentos."

Paralelamente, a companhia aos poucos deixa a briga pela classe C para as concorrentes que têm posicionamento geográfico para produzir em larga escala. "Não é o nosso perfil."

Baixa renda está fora do novo Minha Casa, Minha Vida

(DCI - São Paulo/SP - POLÍTICA ECONÔMICA - 16/11/2011)
Fernanda Bompan Agências

São Paulo - Apesar da renovação recente do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, de modo a elevar o número de beneficiados, especialistas contestam o modelo atual. Para eles, o limite de financiamento estabelecido favorece mais a população de baixa renda que mora em cidades grandes, do que aqueles que estão em municípios pequenos; além da dificuldade de acesso ao crédito por meio de instituições financeiras participantes do programa.

O professor de Finanças da ESPM, Andreas Belck, explica que há uma distorção do novo limite de financiamento disponibilizado em cidades que têm menos de 50 mil habitantes - que passou de R$ 100 mil para R$ 80 mil - do que o valor que seria ideal. "Como essas cidades estão localizadas no interior, os custo de construção são elevados. Desta forma, o valor do imóvel fica mais caro, e com um financiamento menor, o habitante de cidade pequena é menos beneficiado", explica.

Ao aprovar o Minha Casa, Minha Vida 2, o limite de financiamento para a região metropolitana de São Paulo, Rio de Janeiro ou Distrito Federal passou de R$ 130 mil para R$ 170 mil. Para capitais e cidades com mais de um milhão de habitantes subiu de R$ 130 mil para R$ 150 mil. Em municípios com mais de 250 mil habitantes ou integrantes de regiões metropolitanas o limite passou de R$ 100 mil para R$ 130 mil. E nas localidades com menos de 50 mil, o valor permaneceu em R$ 80 mil.

O especialista aconselha o governo a pensar em igualar o limite em todas a cidades brasileiras. Ou ampliar o valor para municípios com menos de 50 mil habitantes.
Além disso, Belck comenta que pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), dos mais de 5 mil municípios existentes no País, 90% deles estão na faixa de menos de 50 mil habitantes, o que agrava a situação do déficit habitacional.

O professor da ESPM considera o Minha Casa um dos melhores programas sociais. "É um dos poucos que pode servir como lastro para a economia brasileira, por oferecer empregos e renda."

Já o professor da Business School São Paulo (BSP), Daniel Miraglia, não concorda que o Minha Casa, Minha Vida possibilita a redução do déficit de 6,3 milhões de moradias no País. "Acredito que o financiamento da Caixa Econômica Federal atende melhor a toda a população", diz. "Para resolver isso, o programa deveria atender a outras faixas de renda", complementa. O pré-requisito para o ingresso no Minha Casa é de renda de R$ 4.900 para regiões metropolitanas e municípios com população superior a 250 mil habitantes, e de R$ 3.900 para as demais regiões do País.

Crédito

Com a desconfiança sobre a eficiência do programa habitacional, o governo brasileiro está usando o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para comprar Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).
O fundo comprou o volume recorde de R$ 2,8 bilhões em CRI este ano, ante total de R$ 130,6 milhões. O fundo investiu R$ 1,5 bilhão em créditos imobiliários originados pela Caixa. A instituição vai securitizar os créditos em CRIs com vencimento em 2031 e pagar investidores com 6,38 pontos percentual acima da TR, a taxa referencial de juros. Até outubro, a taxa estava em 1,11%.

O crédito imobiliário no Brasil cresceu em setembro mais de três vezes o ritmo dos depósitos na poupança, ameaçando esgotar a principal fonte de financiamento habitacional no fim de 2012. "Só a poupança não vai dar conta", disse José Maria Oliveira Leão, superintendente do FGTS. "Os agentes financeiros de maneira geral buscam fontes alternativas de recursos para atender o volume de demanda, e o CRI é uma forma."
Em setembro deste ano, o financiamento de imóveis residenciais puxou o avanço do crédito, com um salto de 47% em relação há um ano antes para R$ 185 bilhões, segundo o Banco Central (BC). Os depósitos em poupança aumentaram 13% no mesmo período para R$ 409 bilhões.

Interesse


Na última segunda-feira, o Diário Oficial da União publicou comunicado do BC de que as instituições financeiras interessadas na oferta pública de recursos do Minha Casa, Minha Vida tem até às 18 horas de hoje, para entregar a documentação na sede da autoridade monetária, em Brasília.

Os pedidos deverão ter nome e o número de inscrição da instituição financeira no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e serão firmados por representantes legais. As cooperativas de crédito deverão especificar o número de cooperados, relativo à data do pedido. O resultado será divulgado no dia 2 de dezembro.

Gafisa tem queda no lucro do 3º tri e reduz meta de lançamentos

(Folha.com - São Paulo/SP - MERCADO - 15/11/2011)
DA REUTERS

A incorporadora Gafisa teve queda superior a 50% no lucro líquido do terceiro trimestre e reduziu sua projeção de lançamentos de imóveis em 2011, dentro do esforço para melhorar os resultados da companhia à frente.

"Compreendemos perfeitamente que esta estratégia pode afetar o tamanho da nossa empresa nos próximos anos. No entanto, estas são ações necessárias e acreditamos que deverão resultar em sucesso a longo prazo", afirmou o presidente da Gafisa, Duilio Calciolari.

A empresa diminuiu a meta de lançamentos em 2011 para a faixa de R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões, contra projeção anterior de entre R$ 5 bilhões e R$ 5,6 bilhões. Considerando o ponto médio, a diminuição é de perto de 30%. Até setembro, os lançamentos somaram R$ 2,9 bilhões.

Novos projetos da marca Gafisa serão lançados apenas se a empresa tiver segurança sobre a velocidade de vendas e os empreendimentos no segmento econômico da Tenda serão realizados apenas com processo de repasse imediato para a Caixa Econômica Federal, de modo a evitar consumo de caixa da companhia.
O consumo de caixa, que atingiu seu pico no terceiro trimestre de 2010 totalizando R$ 453 milhões, foi de R$ 56,4 milhões de julho a setembro deste ano.

A companhia espera fluxo de caixa positivo durante os próximos trimestres e uma dívida líquida sobre patrimônio líquido abaixo de 60% no final de 2012 --esse indicador estava em 75,3% no fechamento de setembro.

LUCRO ENCOLHE

A Gafisa teve lucro de julho a setembro de R$ 46,2 milhões, contra R$ 116,6 milhões um ano antes. O valor ficou abaixo da previsão média de seis analistas, de ganho de R$ 101,2 milhões no período, segundo pesquisa Reuters.

A receita líquida subiu 5% na comparação anual, para R$ 1 bilhão nos três meses até setembro.
As despesas financeiras líquidas foram de R$ 58,1 milhões no terceiro trimestre, ante resultado financeiro negativo de R$ 20 milhõess na mesma etapa de 2010. O desembolso com impostos e contribuição social atingiram R$ 23,8 milhões, mais que o dobro dos R$ 10,5 milhões um ano atrás.

A Gafisa reportou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação ajustado, na sigla em inglês) de R$ 202,2 milhões no terceiro trimestre, com margem de 20,1%, incluindo as provisões relacionadas aos projetos entregues com atraso.

Segundo a empresa, os ajustes na estratégia da companhia, sobretudo na Tenda, podem exigir a inclusão de provisões adicionais nos resultados do quarto trimestre - "dado que esperamos que o número de cancelamentos possa aumentar em função do elevado número de entregas".

As vendas e os lançamentos no terceiro trimestre ficaram pouco acima de R$ 1 bilhão cada, considerando a parcela da Gafisa nos empreendimentos, representando queda de 15% e alta de 3%, respectivamente, sobre um ano antes.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

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Margem da Tecnisa cai com mix vendido e alta de custos

(Valor Econômico - São Paulo/SP - EU & INVESTIMENTOS P.D4 - 10/11/2011)
Por Chiara Quintão | São Paulo

As margens brutas da Tecnisa seguem em patamares elevados, mas sofreram impacto, no trimestre e no acumulado do ano, do aumento da participação de produtos da linha Flex, com preço de venda por unidade de até R$ 350 mil, no mix da empresa e da alta de custos acima do INCC (indicador de reajuste das parcelas durante o período de construção).

No terceiro trimestre, a margem bruta ajustada da Tecnisa foi de 35,7%, ante 36,6% no mesmo período do ano passado. No acumulado dos nove meses até setembro, o indicador ficou em 37,7%, abaixo dos 39,6% de janeiro a setembro de 2010. "Temos apresentado consistência na margem bruta", ressalta o diretor-presidente da Tecnisa, Meyer Nigri.

No terceiro trimestre, a Tecnisa registrou queda de 9% no lucro líquido ante o mesmo período do ano passado, para R$ 49 milhões. Para essa redução, contribuiu a queda de 21% do resultado financeiro, para R$ 7,5 milhões. Enquanto as receitas financeiras aumentaram 44%, as despesas financeiras cresceram 136,7%.

Na comparação dos dois intervalos, a receita líquida aumentou 12%, para R$ 397 milhões, e a geração de caixa medida pelo Ebitda subiu 3%, para R$ 94 milhões. A margem Ebitda caiu de 25,8% para 23,6% na comparação dos dois intervalos. O lucro bruto subiu 5%, para R$ 112 milhões.

A Tecnisa espera vendas recordes em 2011, pois comercializou, até setembro, o equivalente a 2010, que havia sido seu melhor ano. A companhia lançou, nos primeiros nove meses, metade da meta de R$ 2,2 bilhões para 2011, mas ainda assim a expectativa de Meyer é que a projeção seja cumprida. "Tudo indica que cumpriremos, mas 'guidance' é norte e não promessa." A companhia espera se tornar geradora de caixa a partir do primeiro semestre de 2012.

No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido aumentou 32%, para R$ 177 milhões. A receita líquida teve alta de 53%, para R$ 1,23 bilhão, e o Ebitda subiu 41%, para R$ 318 milhões.

A companhia melhorou seus indicadores de despesas comerciais e custos administrativos. A relação entre despesas administrativas e as vendas contratadas passou de 10,2% para 9,6% no trimestre e de 10,6% para 6,3% no acumulado de nove meses. Já a parcela de despesas comerciais sobre vendas contratadas caiu de 8,3% para 5,1% no trimestre e baixou de 6,9% para 4,7% no comparativo de nove meses.