(Valor Econômico - São Paulo/SP - EU & INVESTIMENTOS P.D4 - 10/11/2011)
Por Chiara Quintão | São Paulo
As margens brutas da Tecnisa seguem em patamares elevados, mas sofreram impacto, no trimestre e no acumulado do ano, do aumento da participação de produtos da linha Flex, com preço de venda por unidade de até R$ 350 mil, no mix da empresa e da alta de custos acima do INCC (indicador de reajuste das parcelas durante o período de construção).
No terceiro trimestre, a margem bruta ajustada da Tecnisa foi de 35,7%, ante 36,6% no mesmo período do ano passado. No acumulado dos nove meses até setembro, o indicador ficou em 37,7%, abaixo dos 39,6% de janeiro a setembro de 2010. "Temos apresentado consistência na margem bruta", ressalta o diretor-presidente da Tecnisa, Meyer Nigri.
No terceiro trimestre, a Tecnisa registrou queda de 9% no lucro líquido ante o mesmo período do ano passado, para R$ 49 milhões. Para essa redução, contribuiu a queda de 21% do resultado financeiro, para R$ 7,5 milhões. Enquanto as receitas financeiras aumentaram 44%, as despesas financeiras cresceram 136,7%.
Na comparação dos dois intervalos, a receita líquida aumentou 12%, para R$ 397 milhões, e a geração de caixa medida pelo Ebitda subiu 3%, para R$ 94 milhões. A margem Ebitda caiu de 25,8% para 23,6% na comparação dos dois intervalos. O lucro bruto subiu 5%, para R$ 112 milhões.
A Tecnisa espera vendas recordes em 2011, pois comercializou, até setembro, o equivalente a 2010, que havia sido seu melhor ano. A companhia lançou, nos primeiros nove meses, metade da meta de R$ 2,2 bilhões para 2011, mas ainda assim a expectativa de Meyer é que a projeção seja cumprida. "Tudo indica que cumpriremos, mas 'guidance' é norte e não promessa." A companhia espera se tornar geradora de caixa a partir do primeiro semestre de 2012.
No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido aumentou 32%, para R$ 177 milhões. A receita líquida teve alta de 53%, para R$ 1,23 bilhão, e o Ebitda subiu 41%, para R$ 318 milhões.
A companhia melhorou seus indicadores de despesas comerciais e custos administrativos. A relação entre despesas administrativas e as vendas contratadas passou de 10,2% para 9,6% no trimestre e de 10,6% para 6,3% no acumulado de nove meses. Já a parcela de despesas comerciais sobre vendas contratadas caiu de 8,3% para 5,1% no trimestre e baixou de 6,9% para 4,7% no comparativo de nove meses.
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