quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Obras de Arte se Destacam em Prédios Modernistas

novembro 13, 2011, 8:10 pm |
Movimento influenciou urbanização em meados do século passado. Construções desse tipo estão concentradas em Higienópolis, Bela Vista (centro) e região dos Jardins (zona oeste)

Apesar de prédios de arquitetura modernista e artes plásticas na fachada terem ocupado regiões de classe média alta, como Higienópolis (centro) e Jardins (zona oeste), essa combinação não era exclusiva de empreendimentos mais requintados em meados do século passado.

O edifício Nações Unidas, de 1953, na avenida Paulista, por exemplo, tem um painel de Clóvis Graciano. Seus 409 apartamentos de um ou dois quartos medem até 100 metros quadrados.

O Montreal, na avenida Ipiranga (centro de São Paulo), tem 230 quitinetes com áreas entre 38 m² e 42 m².
Projetado em 1954 por Oscar Niemeyer, possui um painel de pastilhas feito pelo artista plástico Di Cavalcanti no hall de entrada.

Ao serem lançados, esses prédios tinham como público-alvo pessoas sozinhas ou famílias que chegavam a São Paulo para constituir a vida.

Na comparação entre a arte nos prédios modernistas e a nos contemporâneos, notam-se diferenças em sua relação com a arquitetura.

“Antes havia amizade entre artistas plásticos e arquitetos. Agora, é mais uma questão de mercado”, considera o professor de história da arte Luís Octavio Rocha, do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.

É possível perceber, porém, semelhanças na relação com o espaço público. Tanto os painéis de prédios antigos como os de recém-lançados costumam ser expostos para a rua, acessíveis ao transeunte. No entanto, tiveram de se adaptar aos novos tempos.

Um exemplo é o edifício Nobel, em Higienópolis: o painel do artista Bramante Buffoni foi cercado por grades entre os anos 1970 e 1980.

ABANDONO
Para os arquitetos Abílio Guerra e Michel Gorzki, do site Arquiteturismo (vitruvius.es/arquiteturismo), projetos de artes plásticas e de arquitetura urbanística foram abandonados após os anos 1980. “Deixou-se de privilegiar prédios que se distinguem na paisagem”, argumenta Gorzki.

- Folha de São Paulo – Imóveis – 13/11/11

Nenhum comentário:

Postar um comentário