Queda da demanda por residenciais aliada a valores deve reduzir ritmo de lançamentos também no próximo ano
Preço dos residenciais deve se estabilizar no próximo ano na maioria das capitais, de acordo com especialistas
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
DE SÃO PAULO
O cenário de queda do número de residenciais lançados em 2011, em relação a 2010, verificou-se em 12 das 14 capitais analisadas pela pesquisa da Geoimovel.
Foram 106,6 mil unidades criadas entre janeiro e novembro deste ano, ante 119,6 mil registradas no mesmo período do ano passado. Dentre as cidades com maior número de unidades novas, apenas São Paulo (+0,3%) e Curitiba (-0,13%) tiveram estabilização dos lançamentos em relação a 2010.
Com o desaquecimento registrado no mercado, a previsão dos especialistas consultados pela Folha é que em 2012 também haja redução no número de unidades e equilíbrio dos valores.
Isso significa que a alta seguirá a evolução de preços dos insumos da construção, registrada pelo INCC. Na contramão, o economista Luiz Calado prevê que, se houver aumento do valor, será abaixo da inflação, dado o crescimento do número de unidades prontas e não vendidas.
SÃO PAULO
32.894 unidades lançadas até novembro de 2011
Na capital paulista, as vendas de residenciais devem fechar o ano em queda de 10% em relação a 2010, indica projeção do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário). Das novas unidades, 43% são de imóveis com dois dormitórios.
RIO DE JANEIRO 14.517 unidades lançadas até novembro de 2011
A capital fluminense teve valorização média do metro quadrado de 38% neste ano. O preço médio da unidade lançada foi de R$ 332 mil; dentre os novos, 51,5% estão na Barra da Tijuca e em Jacarepaguá (zona oeste).
CURITIBA 10.472 unidades lançadas até novembro de 2011
Apesar de manter o mesmo ritmo de criação de empreendimentos de 2010, hoje a capital paranaense tem um estoque de novos 27% maior do que o do ano anterior
O valor médio do metro quadrado foi de R$ 4.523, 20% mais alto que o registrado em 2010, segundo a Geoimovel
GOIÂNIA 10.017 unidades lançadas até novembro de 2011
Entre as capitais analisadas pela CBIC, Goiânia é a única em que cresceu a relação entre imóveis vendidos e ofertados comparada à de 2010: a média mensal passou de 7,68% para 8,49%.
Neste ano, 85% dos novos comercializados custam entre R$ 72 mil e R$ 129 mil.
SALVADOR 9.537 unidades lançadas até novembro de 2011
A cidade deve fechar o ano com queda de até 15% nas vendas, prevê a Ademi-BA (associação do setor imobiliário). Até novembro, 70% das unidades vendidas custavam entre R$ 86 mil e R$ 340 mil. A média do metro quadrado novo é de R$ 4.097 em 2011
BELO HORIZONTE 5.936 unidades lançadas até novembro de 2011
Com queda no número de novas unidades em relação a 2010, a capital mineira teve também redução no estoque de residenciais prontos (-22%).
Dentre os novos, 49,6% das unidades têm três ou quatro quartos. O valor médio delas é de R$ 452 mil.
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