Pesquisa mostra alta recorde no valor dos novos contratos em 12 meses; demanda forte é a razão para o aumento
ROBERTA SCRIVANO - O Estado de S.Paulo
A demanda mais intensa do que a oferta continua puxando os preços dos aluguéis em São Paulo. Nos últimos 12 meses, o preço das locações nos novos contratos subiu 19,8% em média. A variação é a maior desde 2005, quando essa pesquisa começou a ser feita, informa o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). "E não há tendência de queda", avalia Hilton Pecorari Baptista, diretor de locação residencial do Secovi-SP.
O executivo garante que o motivo das altas é a demanda extremamente aquecida ao mesmo tempo em que a oferta está reprimida. "Sobretudo para os imóveis de um de dois dormitórios", comenta. "Essa é uma tendência que percebemos há alguns anos", completa.
Mesmo com os preços no atual patamar, o executivo insiste em dizer que não há perspectiva de queda. Segundo ele, no longo prazo haverá uma evolução mais lenta dos preços, sobretudo pelo aumento da oferta de pequenos imóveis que ocorrerá em alguns anos. "Mas não acredito em recuo."
De outubro para novembro, o aumento médio de preço nos novos contratos foi de 1,7%, diz a pesquisa do Secovi. Levando em conta a locação de imóveis de um quarto, a alta no mês foi de 2,5%. Os de dois dormitórios tiveram alta média de 1,5%, enquanto os de três quartos tiveram elevação de 0,5%. Baptista aproveita para dizer que entre os meses de novembro e fevereiro, historicamente, as altas nos preços da locação são mais intensas. "As mudanças são maiores no fim e no início do ano", afirma. Para ele, a chegada de estudantes universitários em São Paulo, a mudança de escola dos filhos, alteração de emprego entre outros movimentos destes tipos impulsionam a mudança de casa.
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