
Ações da empresa valorizam 6% com notícias sobre aquisição
Denise Carvalho - dcarvalho@brasileconomico.com.br
A Gafisa, uma das maiores construtoras e incorporadoras do Brasil, é considerada hoje um prato cheio para investidores e fundos de investimentos que queiram fazer uma oferta hostil pelo controle da companhia. Prova disso foi a forte arrancada das ações da empresa ontem na bolsa por causa de rumores sobre a negociação de venda da companhia para investidores americanos. As ações encerraram o pregão nesta terça- feira com alta de 6%, cotadas a R$ 4,77, liderando o desempenho entre as empresas que compõem o Ibovespa, o principal índice da BM&F Bovespa, que avançou 0,48%. É o maior patamar registrado pela Gafisa deste 16 de dezembro do ano passado. Naquele dia, a ação fechou o dia cotada a R$ 5,09. Na sexta-feira passada, conforme adiantou o BRASIL ECONÔMICO ON-LINE, analistas que cobrem o mercado imobiliário já mencionavam em seus relatórios que esperam a venda da Gafisa, em razão da tendência de queda do preço de suas ações, enquanto os principais concorrentes do setor seguem em ritmo de recuperação desde o início do ano. “A Gafisa vem de uma tendência de baixa mais longa e nas últimas semanas”, afirma o analista técnico Leandro Ruschel, sócio da Leandro & Stormer, em entrevista ao site do BRASIL ECONÔMICO.
Há pelo menos um ano, a Gafisa é objeto de especulações de que investidores estão interessados em comprar a construtora.
Isso ocorre porque os papéis da companhia estão baratíssimos. Hoje, o valor de mercado da Gafisa é de R$ 2 bilhões- muito longe do que chegou a valer em novembro de 2010, quando bateu em R$ 6,4 bilhões. A Gafisa se tornou mais suscetível a rumores e um alvo de aquisições por causa de sua estrutura societária. Hoje, a construtora tem todo o seu capital social disperso no mercado. Os 100% de suas ações estão pulverizadas e cerca de 60% estão nos Estados Unidos. Nenhum investidor detém, sozinho, mais de 5% das ações da empresa.
Para um fundo de investimento que detém participação na Gafisa ouvido pelo BRASIL ECONÔMICO, é provável que uma oferta seja aceita por parte dos acionistas, insatisfeitos com os fracos resultados da companhia e, em particular, com a Tenda - que desistiu de empreendimentos já vendidos por tentar reduzir os prejuízos. A Gafisa encerrou o terceiro trimestre de 2011com dívida bruta R$ 3,4 bilhões, com caixa de R$ 912 milhões. ■
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