sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Cyrela reduz suas previsões para 2012

Por Chiara Quintão | De São Paulo
valor

Depois de já ter sinalizado que uma provável redução de metas de lançamentos e vendas para 2012 seria divulgada até o fim de janeiro, a Cyrela Brazil Realty anunciou, ontem, que deixou de ter projeção do Valor Global de Vendas (VGV) dos lançamentos deste ano e confirmou a diminuição da estimativa para o total comercializado.

A companhia reduziu sua meta de vendas contratadas em 2012 para a faixa de R$ 6,9 bilhões a R$ 8 bilhões. A projeção anterior era de R$ 8 bilhões a R$ 8,9 bilhões. Considerando o ponto médio das estimativas, houve redução de 11,8%. Na comparação com os R$ 6,49 bilhões vendidos no ano passado, é projetado crescimento de 14,8%. A Cyrela cancelou sua meta de lançamentos para o ano de R$ 8,7 bilhões a R$ 9,8 bilhões.

Conforme o vice-presidente financeiro da Cyrela, José Florencio Rodrigues, a informação, ao mercado, apenas da meta de vendas contratadas, significa uma "mensagem da administração" de qual será o foco da companhia. Ao longo das próximas semanas, em conversas com o mercado, a Cyrela deverá sinalizar quais são suas expectativas em relação aos lançamentos, de acordo com o executivo.

A companhia informou ontem também que a Living, seu braço de baixa renda, terá participação de 34% a 42% no VGV a ser lançado no ano. "Em 2011, essa participação já era de 34%. Queremos ter um portfólio mais balanceado", diz Rodrigues.

A projeção de margem bruta foi revisada do patamar de 31% a 35% para a faixa de 30% a 34%. A Cyrela já havia informado que sua expectativa em relação à margem bruta para o ano continuava no patamar de 32%. No acumulado de janeiro a setembro de 2011, a margem bruta foi de 27,9%. A empresa deixou de ter meta de margem Ebitda.

Em meados de janeiro, o executivo informou que era provável que a Cyrela revisasse para baixo, até o fim do mês, suas metas de lançamentos e vendas. Na ocasião, ele informou que não se tratava de medida decorrente de retração de demanda, mas da diretriz adotada pela companhia de crescer de forma mais orgânica para ter melhor controle de custos.

Num ambiente em que rentabilidade e geração de caixa são as palavras de ordem, a expectativa do mercado é que o setor de incorporação imobiliária, em geral, tenha desaceleração do crescimento em 2012, e o maior limite para a expansão das incorporadoras é, justamente, a capacidade de execução de projetos.

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