Obra de R$ 324 milhões na zona sul inclui ainda passagens subterrâneas e construção de duas pontes sobre o Rio Pinheiros
11 de janeiro de 2012 | 3h02
ADRIANA FERRAZ - O Estado de S.Paulo
O prolongamento da Avenida Doutor Chucri Zaidan até a Avenida João Dias, na região do Morumbi, zona sul da capital paulista, vai exigir a desapropriação de 300 imóveis e a abertura de passagens subterrâneas para superar obstáculos ao longo dos 3,6 km extras da via. Avaliado em R$ 324 milhões, o projeto ainda inclui a construção do Complexo Burle Marx, com duas novas pontes sobre o Rio Pinheiros.
Segundo a Prefeitura, o conjunto de obras vai desafogar o trânsito na Marginal do Pinheiros na altura do bairro do Panamby, onde são frequentes os relatos de assaltos a motoristas presos em congestionamentos. Pelo projeto, a extensão da Avenida Doutor Chucri Zaidan a partir da Rua Joerg Bruder, nas proximidades do MorumbiShopping, também visa a criar um novo corredor de fluxo paralelo à Avenida Santo Amaro.
Quando pronta, a nova via deve compor o corredor formado pelas Avenidas Brigadeiro Faria Lima e Engenheiro Luís Carlos Berrini, ligando o Itaim-Bibi à região de Interlagos.
Para abrir espaço às duas novas pistas, com quatro faixas cada, e fugir dos quarteirões já tomados por prédios, serão construídas duas passagens subterrâneas em um trecho de 800 metros entre a Rua Américo Brasiliense e a Avenida João Carlos da Silva Borges.
"Haverá um estrangulamento das faixas, em ambos os sentidos, de modo que duas ficarão em cima e duas, embaixo", explica Pedro Pereira Evangelista, diretor de desenvolvimento de projetos da SP Obras.
O contrato para execução das obras já foi assinado - e publicado no dia 4 no Diário Oficial do Município. Mas o início dos trabalhos depende da obtenção da licença ambiental e da autorização judicial para desapropriar os 300 imóveis residenciais e comerciais no perímetro da intervenção. Por enquanto, só o decreto de utilidade pública da área foi publicado pelo Município. As notificações dos proprietários devem ser feitas ao longo do ano.
Remoção. Em alguns quarteirões, como o formado pelas Ruas da Paz, José Vicente Carvalheiro, Joaquim de Andrade e Engenheiro Mesquita Sampaio, a remoção será total. No local, há pequenos sobrados, lojas, empresas e alguns galpões abandonados. "Em outros trechos, porém, poderemos fazer uma desapropriação parcial do terreno", diz Evangelista.
Por causa da dificuldade do processo, a expectativa é de que a obra comece pela construção das pontes. "Como já assinamos o contrato, assim que estivermos com a licença ambiental nas mãos poderemos emitir a ordem de serviço." As novas estruturas serão erguidas entre as atuais Pontes do Morumbi e João Dias. Ambas com sentido único.
Vila Andrade. Principal via de acesso à Marginal do Pinheiros, a Rua Itapaiúna, na Vila Andrade, será alargada durante as obras do Complexo Burle Marx. A mudança oferecerá aos moradores do bairro uma alça de acesso à futura Ponte Itapaiúna, que cruzará o Rio Pinheiros no sentido Santo Amaro.
A interferência viária evitará que motoristas que seguem na direção de Interlagos tenham de enfrentar o trânsito pesado do entorno da Ponte João Dias para entrar na Marginal do Pinheiros.
Nova ponte terá ciclovia até o Parque Burle Marx
A Ponte Maynard, que levará motoristas da região de Santo Amaro ao Morumbi, na zona sul, vai receber uma ciclovia de 365 metros de extensão. De acordo com a SP Obras, o projeto foi alterado para levar os ciclistas diretamente ao Parque Burle Marx. “Ainda estamos estudando como será feita essa ligação, mas, possivelmente, faremos uma alça extra”, diz Pedro Pereira Evangelista, diretor de desenvolvimento de projetos da empresa. Segundo ele, a obra ainda permitirá que, futuramente, sejam feitos acessos à ciclovia existente na Marginal do Pinheiros, que corre paralela à linha de trem.
Pelo projeto, a ciclovia começará na Rua Laguna, que será uma travessa da nova Chucri Zaidan. As bicicletas dividirão espaço com pedestres, em uma área com 6 metros de largura, ao longo dos 365 metros. A Ponte Itapaiúna ficará mais próxima da Avenida João Dias e terá 340 metros de extensão. Ambas terão três faixas e serão construídas da forma tradicional – ou seja, não serão estaiadas, como a Ponte Octavio Frias de Oliveira, sobre o Rio Pinheiros, e a Governador Orestes Quércia, no Rio Tietê. “Não é possível, em função da curvatura das obras.” O custo estimado das pontes é de R$ 104 milhões. / A.F.
os terrenos que agora serão regidos pela cepac têm alguma desvantagem, caso as cepacs esgotem e, por consequencia o terreno não seria mais passivel de construir multiplicadamente seu tamanho, ou esse tipo de terreno, dentro do projeto, sofrera valorização? obrigado
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