Atividade da indústria se desacelera pelo 5º mês seguido e expansão de crédito imobiliário deve ser menor neste ano.
Mesmo assim, financiamento de residência deve crescer 30%; no ano passado, aumento chegou a 42%
CAROLINA MATOS
TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO
O setor de construção civil começa 2012 mais frio, tanto na atividade da indústria-obras de infraestrutura, edifícios e serviços relacionados- como no crédito imobiliário residencial.
Segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), o nível de atividade da construção, considerando todos os nichos, ficou abaixo dos 50 pontos pelo quinto mês seguido em dezembro de 2011. Resultado menor que 50 pontos significa retração.
Esse indicador -que terminou o ano passado em 49,1- considera o desempenho da indústria em relação ao esperado em cada mês. Já na comparação com a atividade do mês anterior, o resultado de dezembro de 2011 foi ainda mais fraco: 47,6 pontos.
A pior situação em dezembro, na comparação com o desempenho esperado para o próprio mês, foi a das empresas de pequeno porte (45,6 pontos). Em relação ao ramo de atividade, é o de obras de infraestrutura que mais tem sofrido: encerrou o ano passado aos 48,4 pontos -e completou 11 meses seguidos abaixo dos 50 pontos.
Considerando todos os segmentos, o número de empregados caiu em dezembro pelo segundo mês seguido. O indicador ficou em 48 pontos.
Ainda de acordo com a CNI, a falta de trabalhador qualificado é o principal problema apontado pelos empresários do setor hoje. Em seguida, aparecem a carga tributária elevada e o alto custo de mão de obra.
Mas, apesar desse cenário, o indicador que mede a confiança do empresariado no mercado subiu de 56,1 em dezembro de 2011 para 59,4 pontos em janeiro de 2012, o que reflete mais otimismo.
No mercado residencial, as construtoras ajustam o total de lançamentos para evitar "encalhe" e queda de preços.
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