outubro 4,2011,12:39 am |
O que aos olhos do mercado pode parecer um caminho na contramão do setor imobiliário,para a Eztec é uma estratégia para crescer de forma organizada. Com atuação exclusivamente em São Paulo,onde a escassez na capital de áreas adequadas para construção fez muitas construtoras partirem para outras direções,a empresa também optou por não construir para a população de baixa renda.
Enquanto grande parte das principais construtoras e incorporadoras,movidas pelo programa “Minha Casa,Minha Vida”,reformularam seu mix de produtos para aumentar a oferta de unidades no segmento econômico,esse nicho tem participação mínima nas operações da Eztec,que concentrou a atuação nas classes média e alta.
“Entendemos a mentalidade desse público e sabemos nos relacionar com ele”,afirmou o diretor financeiro e de Relações com Investidores da empresa,Emílio Fugazza. “O número de famílias que demandam imóveis no segmento econômico é maior,mas o valor de demanda gerado é menor,pelo preço mais baixo das unidades”,defendeu.
Segundo Fugazza,a Eztec deve fechar 2011 com faturamento de R$ 800 milhões,aumento de 25,7% ante o ano passado,quando a receita líquida foi de R$ 636,4 milhões.
Durante o primeiro semestre,a empresa conseguiu alta de 20% na receita líquida,enquanto empresas de porte maior e com foco mais ampliado como Cyrela e Rossi apresentaram ganhos de 10% e 23%,respectivamente.
A atuação exclusiva em São Paulo também não é vista dentro da empresa como um fator limitador. Hoje,a Eztec conta com banco de terrenos de R$ 4 bilhões no estado.
“Terreno não é problema”,assinalou na entrevista o presidente-executivo da companhia,Silvio Zarzur,que disse receber perto de 350 ofertas de compra de terreno por mês.
“Durante muito tempo fomos criticados pelos investidores por atuar somente em São Paulo,mas é preciso olhar a qualidade do nosso banco”,acrescentou.
O Estado de São Paulo responde por cerca de 40% do mercado imobiliário nacional. A Eztec detém atualmente 3,5% de participação na região “e temos condições de dobrar”,disse o presidente. A companhia possui hoje R$ 306 milhões em caixa.
Até setembro,a Eztec cumpriu 70,7% do ponto médio da meta de lançamentos para o ano,que é de R$ 1 bilhão a RS 1,2 bilhão,contabilizando RS 778 milhões. Para o próximo ano,Zarzur adiantou que a empresa já possui 12 projetos para serem lançados.
NOVAS REGIÕES.
Embora defenda a atuação exclusivamente em São Paulo como”o foco que outras companhias não têm”,Zarzur reconhece que,em algum momento,terá de partir para outra grande cidade.
“Estamos sempre olhando terrenos e oportunidades em regiões com potencial de crescimento como Rio de Janeiro e Brasília,mas precisamos desenvolver o mesmo controle e processo organizado que temos aqui para chegar em uma nova região com market share relevante”,disse Zarzur.
- Jornal do Commercio,03/10/11
Enquanto grande parte das principais construtoras e incorporadoras,movidas pelo programa “Minha Casa,Minha Vida”,reformularam seu mix de produtos para aumentar a oferta de unidades no segmento econômico,esse nicho tem participação mínima nas operações da Eztec,que concentrou a atuação nas classes média e alta.
“Entendemos a mentalidade desse público e sabemos nos relacionar com ele”,afirmou o diretor financeiro e de Relações com Investidores da empresa,Emílio Fugazza. “O número de famílias que demandam imóveis no segmento econômico é maior,mas o valor de demanda gerado é menor,pelo preço mais baixo das unidades”,defendeu.
Segundo Fugazza,a Eztec deve fechar 2011 com faturamento de R$ 800 milhões,aumento de 25,7% ante o ano passado,quando a receita líquida foi de R$ 636,4 milhões.
Durante o primeiro semestre,a empresa conseguiu alta de 20% na receita líquida,enquanto empresas de porte maior e com foco mais ampliado como Cyrela e Rossi apresentaram ganhos de 10% e 23%,respectivamente.
A atuação exclusiva em São Paulo também não é vista dentro da empresa como um fator limitador. Hoje,a Eztec conta com banco de terrenos de R$ 4 bilhões no estado.
“Terreno não é problema”,assinalou na entrevista o presidente-executivo da companhia,Silvio Zarzur,que disse receber perto de 350 ofertas de compra de terreno por mês.
“Durante muito tempo fomos criticados pelos investidores por atuar somente em São Paulo,mas é preciso olhar a qualidade do nosso banco”,acrescentou.
O Estado de São Paulo responde por cerca de 40% do mercado imobiliário nacional. A Eztec detém atualmente 3,5% de participação na região “e temos condições de dobrar”,disse o presidente. A companhia possui hoje R$ 306 milhões em caixa.
Até setembro,a Eztec cumpriu 70,7% do ponto médio da meta de lançamentos para o ano,que é de R$ 1 bilhão a RS 1,2 bilhão,contabilizando RS 778 milhões. Para o próximo ano,Zarzur adiantou que a empresa já possui 12 projetos para serem lançados.
NOVAS REGIÕES.
Embora defenda a atuação exclusivamente em São Paulo como”o foco que outras companhias não têm”,Zarzur reconhece que,em algum momento,terá de partir para outra grande cidade.
“Estamos sempre olhando terrenos e oportunidades em regiões com potencial de crescimento como Rio de Janeiro e Brasília,mas precisamos desenvolver o mesmo controle e processo organizado que temos aqui para chegar em uma nova região com market share relevante”,disse Zarzur.
- Jornal do Commercio,03/10/11
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