terça-feira, 27 de setembro de 2011

Spot Offices Penha (PDG)

Empreendimento:
Spot Offices Penha

Descrição:
Salas comerciais de 30m² a 631m²

Localização:
Av . Amador Bueno da Veiga, 1230

Station Parada Inglesa (Gafisa)


Empreendimento:
Station Parada Inglesa

Descrição:
Apartamentos de 2 e 3 dormitórios com 62 m² e 81 m².

Localização:
A menos de 50 metros do metrô Parada
Rua André Campale

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Autoria Madalena (Vila Madalena)






Empreendimento:
Autoria Madalena

Descrição:
2 e 3 dormitórios de 56,5m² a 280m²

Localização:
Rua Ourania, 115 x Rua Pe. Artur Somensi, 90
Vila Madalena - São Paulo/SP

Atrio Giorno - Luzes da Mooca

Empreendimento:
Luzes da Mooca

Descrição:
Apartamentos de 50 a 204m² privativos e escritórios a partir de 46m² privativos

Localização:
Rua João Antonio de Oliveira, 600

Barcelos Offices Tatuapé - Lindencorp

Empreendimento:
Barcelos Office Tatuapé

Descrição:
Salas comerciais de 33 m² a 522 m²

Localização:
Rua Cantagalo nº 290

Seasons - Vila Mariana

Seasons - Desejo de Morar

Descrição:
Apartamentos de 4 suítes com 246m² e Duplex de 391m² privativos

Localização:
Rua Conselheiro Rodrigues Alves, altura do n°500

sábado, 24 de setembro de 2011

Tons da Villa (Tucuruvi)

67m² de Área Privativa
2 , 3 Dorms - 1 Suíte
1 Vaga
Av Mazzei
Tucuruvi - São Paulo - SP

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Guarulhos: líder em novos

Cidade da Grande São Paulo tem maior número de lançamentos de imóveis em 12 meses
23 de setembro de 2011 | 17h 20
Guarulhos é a cidade campeã de lançamentos de imóveis residenciais na Região Metropolitana de São Paulo, de acordo com dados referentes aos últimos 12 meses. O segundo maior município do Estado em número de habitantes - 1,221 milhão de pessoas - teve 25 lançamentos, que somaram 7.290 unidades nesse período.

O levantamento, feito pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), compara as cidades que cercam São Paulo e não inclui a capital. A segunda colocada, São Bernardo do Campo, no ABC, teve 23 novos empreendimentos, que totalizam 3.024 unidades.

"São casas e apartamentos de todos os tamanhos em Guarulhos, mas a maioria dos lançamentos é de 2 e 3 dormitórios, um perfil que atende diretamente ao desejo da classe média", diz Samantha Furlan, responsável por pesquisa e análise de mercado na Embraesp.

Isso significa que os preços médios do metro quadrado no município estão abaixo dos da capital. "A cidade é, há três anos consecutivos, a líder em lançamentos na Região Metropolitana com a vantagem de ter imóveis a preços menores que na capital, mas com qualidade semelhante, o que atrai consumidores e estimula investimentos de construtoras", diz Samantha. "A previsão é que Guarulhos feche 2011 novamente como líder em lançamentos."

Segundo Francisco Pereira Afonso, diretor tesoureiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) e sócio-diretor da imobiliária Sylmar Imóveis de Guarulhos, o preço dos imóveis é, em média, 30% menor que na capital. "Isso ocorre porque ainda há uma boa oferta de terrenos e menos restrições de construção."

Na opinião de Afonso, a oferta maior de crédito imobiliário dos últimos anos trouxe investimentos ao município. "Os compradores de imóveis em Guarulhos podem ser divididos entre moradores da própria cidade e pessoas que vivem nas regiões leste e norte de São Paulo, que fazem divisa com nosso município."

Fonte: Economía&Negócios - Estadão.com.br

Preço de apartamentos aumenta até 80%

20 de setembro de 2011 | 23h29

MARÍLIA ALMEIDA

Quem está em busca de apartamentos para comprar na cidade de São Paulo encontra preços até 80% maiores do que há 12 meses, segundo estudo exclusivo feito para o JT pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base em dados do site de classificados de imóveis Zap. A pesquisa não inclui unidades na planta.

O maior aumento foi registrado em imóveis de 4 dormitórios na Vila Olímpia, cujo valor médio do metro quadrado subiu até 79,80% no mesmo período, de R$ 4,4 mil para R$ 7,9 mil. A segunda maior alta ocorreu com apartamentos de 3 quartos na região dos bairros da Luz e do Bom Retiro, cujo preço subiu 68,9% no período, de R$ 2,4 mil para R$ 4,1 mil o m².

“São bairros que vêm se valorizando de maneira abrangente. Na Vila Olímpia, imóveis não apenas de 4 dormitórios, mas também com 3 e 1 quartos estão entre os que mais se valorizaram na capital. O mesmo ocorre com a região do Bom Retiro e da Luz”, diz o coordenador do índice de preços de imóveis Fipe-Zap, Eduardo Zylberstajn.

O professor do núcleo que analisa o mercado imobiliário na Escola Politécnica da USP, João da Rocha Lima, aponta que a valorização destes distritos está ligada à facilidade de transporte. “A Vila Olímpia tem muitas unidades comerciais. Como há pouca oferta de imóveis residenciais na região, há uma valorização. Para se deslocar pouco até o trabalho, existe um preço. Já a região do Bom Retiro e da Luz começa a ser ocupada e encontra espaço para aumento de preços”, explica.

Outras regiões que tiveram as maiores altas são casos pontuais e estão geralmente ligadas à pouca oferta e muita demanda por determinado tipo de imóvel na região.
Já o preço de apartamentos com 1 dormitório na Vila Madalena e apartamentos com 4 dormitórios no Jaraguá, Mandaqui, Fazenda Morumbi – Jóquei Clube e Vila Formosa aumentaram, no máximo, 8,4% no período.

“São regiões que já se valorizaram muito e não encontram mais espaço para aumentos de preços. É o caso de apartamentos de 1 quatro na Vila Madalena, cujo preço médio está em torno de R$ 7 mil o m². Além disso, imóveis de 4 e 3 dormitórios perdem espaço para 1 e 2 dormitórios, que tendem a se valorizar mais por conta do preço menor e da tendência de famílias menores, que têm filhos cada vez mais tarde”, afirma Zylberstajn.

De 233 regiões da cidade analisadas no levantamento da Fipe, 33 tiveram crescimento acima de 36% e em 97 os preços subiram menos de 25%. Em 102 regiões, os valores médios tiveram aumento de 25% a 35%. Zylberstajn considera a alta, em média, expressiva.

“Nos últimos três anos há uma escalada dos preços, que mais que dobraram em algumas regiões desde então. Se a alta já passou do razoável não dá para afirmar, mas a tendência é que os preços em regiões que tiveram aumentos mais fortes tendam a ter uma acomodação, enquanto regiões que cresceram na média, até 30%, ainda encontrem espaço para aumento de preços.”

Fonte: Jornal da Tarde - Estadão.com.br

Rics passa a ter filial no Brasil

Royal Institutional of Chartered Surveyors (Rics), organização de profissionais do setor imobiliário presente em 146 países de origem inglesa, tem agora filial no Brasil. A Rics atua na certificação de profissionais e avaliação técnica de processos de seleção de terrenos, orçamentos, contabilidade, auditoria, financiamento de projetos e mensuração de ativos conforme padrões internacionais.

Segundo o presidente da Rics, Sean Tompkins, existem grandes fundos de pensão e empresas ainda não estão presentes no Brasil que condicionam investimentos de longo prazo a projetos, ativos e empresas em conformidade com normas internacionais, como as validadas pela organização. "O setor imobiliário brasileiro está amadurecendo, mudando o foco doméstico para internacional, e precisa ser capaz de atender à demanda por esses padrões."

A organização já começou a conversar sobre a possibilidade de parcerias com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Universidade de São Paulo (USP). Até o fim do ano, a Rics vai organizar suas operações e, a partir de 2012, dará início às certificações. A entidade pretende atuar na certificação de profissionais da iniciativa privada e do governo e de processos dos nichos residencial, comercial, galpões, shopping centers e de terras para agricultura.

A Rics atua também em pesquisas internacionais e análises econômicas. Conforme a organização, os investimentos globais no setor imobiliário somaram US$ 65 bilhões no primeiro semestre de 2011. (CQ)

Fonte: Valor Econômico pág. B8 - 23/09/2011

"É preciso construir moradias economicamente acessíveis", diz representante de defesa do consumidor

Segundo uma pesquisa da Ipsos para a empreendedora imobiliária Nexity, publicada na quarta-feira (21) pelo "Aujourd'hui en France/Le Parisien", mais de oito em cada dez franceses são a favor de que o Estado regule os preços de venda dos bens imobiliários, e 59% deles pedem por uma limitação do aumento dos aluguéis.
Oitenta e três por cento das pessoas entrevistadas acreditam que entre "as ações que o Estado pode instaurar para facilitar a aquisição de um imóvel", este deve "regular os preços de vendas"; 87% acreditam que ele deve "reforçar o empréstimo a taxa zero" e 88% pedem por um "controle dos preços de terrenos públicos para desenvolver construções a preços acessíveis".
Embora a grande maioria dos profissionais do setor se oponha à ideia de colocar um teto para os preços dos imóveis, tais medidas suscitam a esperança das associações de consumidores.
Thierry Saniez, representante geral da associação de defesa dos consumidores CLCV (Consumo, Moradia e Ambiente, sigla em francês) falou com o "Le Monde".

Le Monde: Por que é preciso controlar os preços do setor imobiliário?
Saniez: O aumento dos preços dos imóveis foi o elemento determinante da crise do poder de compra. Embora o índice Insee fale em uma taxa de 26% a 27% das despesas das famílias, na realidade é bem mais.
É preciso distinguir entre "zona tensa" e "zona não tensa". Paris e outras cidades como Montpellier ou Toulouse viram disparar o custo dos aluguéis. Em Paris, eles aumentarem mais de 60% em dez anos e, evidentemente, as rendas não acompanharam. Quando olhamos o Observatório dos Aluguéis da Região Parisiense (OLAP, sigla em francês), podemos fazer uma análise detalhada sobre a região de île-de-France.

Como agir a respeito do valor dos aluguéis?
Saniez: Embora a evolução dos aluguéis seja limitada pelo índice de referência dos aluguéis (IRL) durante o contrato, isso não acontece para o caso da troca de locatário. Ora, em média, no setor privado, um locatário permanece quatro anos. Existem sistemas de limitação que funcionam como na Alemanha. Hoje, é sobre os novos aluguéis que se deve agir. Ademais, hoje existem 47% de locatários, dos quais 57% no setor privado. Os locatários são em sua maioria pessoas de renda baixa demais para serem proprietárias. Portanto, são as pessoas mais humildes que são mais afetadas.
Se o setor privado se tornou inacessível, não se pode esquecer o aumento dos preços das moradias populares. O Estado tem toda a liberdade para controlar os preços nesse setor. Hoje, a situação é excepcional, é por isso que estamos pedindo por um congelamento excepcional dos aluguéis.

O que o sr. tem a dizer aos profissionais do setor imobiliário que garantem que tais medidas levariam a uma fuga dos investidores?
Saniez: Os proprietários viram aumentar em 60% os aluguéis em dez anos. Eles lucraram muito com isso. Por outro lado, não é bom para ninguém que se aumente demais. A inadimplência, por exemplo, pode aumentar. Além disso, há um forte impacto sobre o emprego. As pequenas e médias empresas ou as coletividades territoriais situadas em zonas tensas têm dificuldades para recrutar certas categorias de funcionários, simplesmente porque essas pessoas não têm condições de morar na cidade de seu potencial empregador.

Segundo a pesquisa publicada no "Le Parisien", 83% dos franceses querem que o Estado limite o aumento dos preços para compra, isso é possível?
Saniez: Seria muito complicado regular o mercado de maneira global. A realidade dos preços de compra é na verdade uma consequência das políticas de moradia conduzidas há dez anos, que criaram um desequilíbrio entre oferta e demanda. É preciso construir! Mas, cuidado, é preciso construir onde é necessário, e moradias acessíveis do ponto de vista econômico. Você se dá conta de que não existe nenhum dispositivo de antecipação sobre a evolução da demanda da moradia? Portanto, é preciso aumentar o número de moradias populares, mas também o das moradias subvencionadas, que infelizmente só representam uma pequena parte do setor imobiliário francês.

Fonte: UOL - São Paulo/SP - 23/09/2011

GMK atrai fundos americanos para dois projetos imobiliários

A GMK Incorporadora fechou, recentemente, parceria com dois fundos americanos para projetos de seu portfólio. Os novos sócios são investidores qualificados com experiência no setor de construção, que veem, no Brasil, oportunidade de destinar parte das fichas antes direcionadas aos mercados imobiliários americano e espanhol. "Há diversos fundos estrangeiros batendo a nossa porta", conta o diretor de negócios da GMK, Andre Kovari.
Além de conversar com interessados em ser parceiros de empreendimentos específicos, a GMK está definindo como fará a venda de até metade da empresa, com o objetivo de se capitalizar para crescer. O valor da GMK é estimado, por Kovari, em R$ 250 milhões. A empresa projeta lançamentos e vendas de R$ 340 milhões este ano, mais que o dobro dos R$ 140 milhões de 2010.
Há um mês e meio, a GMK fechou parceria com um fundo americano, que se tornou proprietário de 70% da Sociedade de Propósito Específico (SPE) que desenvolve o projeto Inspiratto Residencial Verde Clube, em Jundiaí (SP). O projeto, de médio padrão, será lançado no início de 2012, com Valor Global de Vendas (VGV) de R$ 140 milhões. Conforme o retorno, a participação da GMK poderá aumentar.
Dois meses e meio atrás, a empresa tinha fechado negócio com outro fundo americano, para o empreendimento comercial Front Offices, em Diadema, na Grande São Paulo. Nesse caso, o fundo entrou em uma sociedade em conta de participação (SPC) com a empresa em vez de participar de SPE, não tendo, portanto, responsabilidade como incorporador. O VGV do projeto, cuja participação do fundo é de 65%, é de R$ 35 milhões.
Kovari não revela quais são os novos parceiros, mas, segundo informações de mercado, o fundo sócio do projeto de Jundiaí é ligado à Brazilian Mortgages e o investidor no empreendimento comercial de Diadema é ligado a um fundo que criou a RB Capital.
Em 2010, a GMK assinou parceria com a espanhola Procupisa, representada, no Brasil, pelo ex-jogador de futebol Mauro Silva, para as duas fases do empreendimento A Praça, em Diadema, enquadrado nos moldes do programa Minha Casa, Minha Vida. Pelo acordo, a Procupisa ficou com 55% de participação, a GMK, com 22,5% e a Ballarin Imóveis, com os demais 22,5% do projeto. O VGV soma R$ 140 milhões.
No total, os recursos estrangeiros comprometidos para os projetos de Diadema e o de Jundiaí somam R$ 40 milhões.
O desenho de como será a venda de até 50% da GMK ainda não está concluído, mas já existe um grupo suíço interessado em fazer aporte de capital na empresa. "Nossa busca de um sócio para a empresa ocorrerá mais no ano que vem", diz. A expectativa é que a negociação de parte da GMK atraia investidores estrangeiros interessados no Brasil.
No processo de preparação para a entrada de um parceiro, a GMK contratou uma empresa ligada à área contábil e outra para encontrar um sócio. A GMK quer se aproximar do padrão de governança das companhias abertas, com área de relações com investidores estruturada. A intenção da empresa é dar prosseguimento às parcerias em projetos mesmo depois da entrada de um novo sócio. "Gostamos de parcerias, de mitigar riscos", diz Kovari.

Fonte: Valor Econômico pág. B8 - 23/09/2011

Hoje, os bairros crescem ao redor dos shoppings

Empresário cujo nome virou sinônimo de prédio de luxo agora aposta em shoppings de médio porte
FERNANDO SCHELLER - O Estado de S.Paulo

Primeiro engenheiro em uma família de médicos, o empresário Adolpho Lindenberg - da construtora fundada há 50 anos que leva o mesmo nome, e hoje faz parte do grupo LDI - ajudou a definir o conceito de edifícios de luxo na capital paulista, nos anos 60 e 70.

Apartamentos espaçosos, a maior parte construída na região nobre dos Jardins, surgiram para substituir casas luxuosas que não ofereciam mais a segurança que as famílias procuravam. "Nossa ideia era fazer 15 residências, e não um prédio de apartamentos", diz Lindenberg, que foi homenageado ontem na edição 2011 do Prêmio Master Imobiliário.

Embora a empresa tenha ficado conhecida por seus condomínios de alto padrão, atualmente a LDI - que tem o fundador como presidente do Conselho - se adapta às necessidades de mercado e à ascensão da classe C pensando em projetos que agreguem serviços, comodidade de transporte e segurança aos moradores.

Entre as tendências apontadas pelo empresário de 87 anos estão projetos que agreguem residências, escritórios e comércio. "A tendência é agregar, evitar deslocamentos. Temos um empreendimento nesse estilo em Ribeirão Preto, que será entregue em maio de 2013", explica o empresário. "O shopping sempre traz possibilidades de desenvolvimento imobiliário em seu entorno", ressalta.

Confira os principais trechos da entrevista de Lindenberg ao Estado:

O Sr. ficou conhecido por definir o que é luxo no mercado imobiliário de São Paulo. Como surgiu a ideia dos edifícios de alto padrão?
Foi uma necessidade. Comecei nos anos 1950, construindo casas, com um escritório individual de engenharia. Nos anos 60, a sociedade passou por um momento de evolução: as famílias já vinham diminuindo, com um menor número de filhos do que antes, e as pessoas começaram a migrar das residências para os prédios de apartamentos já em razão da segurança. Como tinham suas casas particulares, trouxemos o conceito de apartamentos personalizados, para facilitar essa transição. A ideia era evitar uma padronização excessiva.

O mercado hoje é completamente diferente? Está focado na classe emergente?
Acho ótima a elevação do padrão de vida da população. É um ganho em cascata, que afeta todas as classes sociais. Quem antes morava na favela, agora pode ter um apartamento. Quem morava em um apartamento de dois quartos pode ir para um de três - e assim por diante. Até cerca de dez anos atrás, nosso mercado estava mais focado nos apartamentos de luxo. Hoje, já trabalhamos em projetos que atendem às classes B e C, fazemos muita obra no interior. ABC Paulista, Osasco, Piracicaba, Campinas e Ribeirão Preto são mercados que cresceram muito. No interior, há espaço hoje para a construção de apartamento de bom nível, em razão da renda do agronegócio.

A Lindenberg tem investido muito em escritórios. É um mercado interessante, por conta da alta do valor do metro quadrado?
Se continuar o crescimento do País, as empresas que virão para cá precisarão de espaço para seu progresso, é uma necessidade. Essa evolução não se dá só no mercado de escritórios. Também apostamos nos shoppings de médio porte, com cerca de 50 a 100 lojas. Já fizemos um, no Largo 13, em Santo Amaro (região Sul de São Paulo), e temos outros planejados. Com esse tamanho, é possível ter mais de um empreendimento em um só município de médio porte. O shopping center sempre traz possibilidades de desenvolvimento imobiliário em seu entorno. Agora mesmo estamos desenvolvendo um condomínio ao redor de um shopping, em São Caetano.

Há construtoras com uma atuação mais nacional. No seu caso, a ideia é investir no Estado de São Paulo?
Já construímos o Hotel Tropical, em Manaus, o Hotel Santarém, no Pará. Fizemos outras obras na Bahia e em Minas Gerais. Mas realmente o forte da nossa atividade é o Estado de São Paulo.

A comunicação da Lindenberg ainda tem um caráter personalizado, com códigos do mercado de luxo. Dá para manter essa personalização hoje?
Sim. Acho que trazemos ainda essa herança de manter um relacionamento pessoal com os nossos compradores, ainda que hoje façamos prédios de 200, 300 apartamentos, e não mais de 15 unidades. Queremos dar um tom personalizado à venda e ao pós-venda. Por isso, nossa revista traz o valor de venda atualizado dos apartamentos, para que o dono esteja sempre informado da valorização.

Em termos de tendências, além dos shoppings e escritórios, o que mais está surgindo no Brasil?
Os condomínios de casas vão continuar a ser tendência, porque resolvem a preocupação dos moradores, que é a segurança. E isso é uma solução que atinge todas as classes, desde o mais rico até a classe D. Os condomínios passam hoje por uma diversificação muito acentuada. E um projeto pode levar ao outro. O mercado imobiliário é muito dinâmico e sensível às transformações econômicas e sociais. Os bairros integrados são uma tendência nos Estados Unidos. As pessoas querem evitar os deslocamentos entre as áreas comerciais e residenciais, economizando tempo no trânsito e beneficiando o meio ambiente. Em Ribeirão Preto, temos um empreendimento que une residências, escritórios e, embaixo, um pequeno shopping center, tudo integrado no mesmo projeto. (O empreendimento está em construção, e a previsão da LDI é que a entrega seja feita em março de 2013).

Com os terrenos cada vez mais escassos nos Jardins e em outros bairros em que a Lindenberg se notabilizou, para onde deverá crescer o mercado imobiliário de São Paulo?
A construção de edifícios em bairros mais tradicionais, como Jardins, Pinheiros, Itaim e Vila Mariana, é coisa mais do passado. Os terrenos atualmente são difíceis de achar, além de muito caros. A tendência é que a expansão ocorra em bairros mais periféricos, nas cidades-satélites e também no interior. Um dos fatores que definirão quais serão os principais eixos de crescimento é o transporte. A possibilidade de locomoção é o que domina as escolhas do consumidor.

Hoje, ainda há espaço para apartamentos de luxo? Está mais fácil ou difícil fazer apartamentos realmente personalizados?
Acho que está mais fácil, por conta da abertura da economia e de uma variedade de produtos que podem ser importados para a criação de um apartamento realmente diferenciado. Há mais elementos que ajudam a fugir dessa uniformização.

Fonte: O Estado de S. Paulo pág. B21- 22/09/2011

“A demanda está crescendo”

Daisy Godoy, superintendente de crédito imobiliário do Banrisul

Zero Hora - Quais são os cuidados no momento de tomar o crédito para comprar um imóvel?
Daisy Godoy - Como o imóvel vai ficar em garantia, os bancos tomam as medidas e pedem a documentação para se fazer os contratos. Se a pessoa que está vendendo tem dívidas, aí o banco não vai aceitar o imóvel porque ele já pode estar como garantia. Para o comprador é uma vantagem. Algumas vezes, quando se compra direto de outras pessoas, o imóvel pode ser retomado.

ZH - Qual é o horizonte do mercado para os próximos anos?
Daisy - A demanda será crescente, mas controlada. O ano passado foi atípico, com um pulo grande, mas estamos voltando para um patamar normal de crescimento. Quem acompanha o mercado sabe que está se buscando novas fontes de recursos (para os bancos financiarem a compra de imóveis). Com estas novas fontes, como fundos imobiliários, pode ser que se elevem um pouco as taxas. Mas isso para daqui a uns dois ou três anos.

Fonte: Zero Hora - Porto Alegre/RS - 22/09/2011

Pão de Açúcar estreia no mercado de imóveis em parceria com construtoras

Empreendimento conjunto com a Cyrela será lançado esta semana; outros dois projetos, com a Helbor e a RFM, virão ainda este ano RODRIGO PETRY - O Estado de S.Paulo

O Grupo Pão de Açúcar lança esta semana seu primeiro empreendimento imobiliário em parceria com incorporadoras, o Thera. A construção será de responsabilidade da Cyrela, em um terreno da varejista, no bairro Butantã, em São Paulo.
Segundo o vice-presidente de relações corporativas do Pão de Açúcar, Hugo Bethlem, será uma torre com apartamentos residenciais, escritórios e um hotel, com uma loja de proximidade e uma drogaria da bandeira Extra na parte inferior do empreendimento. "Isso é uma estratégia para trazer um maior retorno ao ativo", disse o executivo, após participar de evento sobre comunicação empresarial no varejo realizado pelo Centro de Excelência em Varejo da FGV.

Segundo ele, a rentabilidade mínima do empreendimento será de 20% para a companhia, obtida por meio da venda dos imóveis. "É uma permuta. O empreendedor constrói as unidades, no terreno do Pão de Açúcar, e nós recebemos o equivalente a 20% do empreendimento e vendemos", explicou.

Outros dois negócios estão em planejamento para a venda ainda este ano em São Paulo. Um será em Guarulhos, em parceria com a Helbor, em um terreno com um hipermercado Extra. Outro será em Santo André, num terreno com um supermercado Pão de Açúcar, em sociedade com a RFM.

A empresa já conta com um empreendimento piloto, com seis torres na região do Jaguaré, em São Paulo, feito em parceria com a Halna Empreendimentos Imobiliários. Nele foram erguidas seis torres residenciais. "Todos esses projetos levam ao caminho de alavancar mais as vendas dos hipermercados", disse Bethlem. Segundo ele, outra vantagem é a divisão dos custos de construção. "Além de ampliar o retorno sobre o capital empregado, temos os moradores dos prédios como potenciais clientes."

A área de desenvolvimento imobiliário do Pão de Açúcar é de responsabilidade da subsidiária GPA Malls & Properties, que conta com aproximadamente 1 milhão de metros quadrados de área com potencial construtivo.

Expansão. Hugo Bethlem informou também ontem que, dentro do planejamento estratégico de expansão orgânica, o grupo prevê, para os anos de 2012 a 2014, a abertura de 300 lojas do modelo de proximidade chamado Extra Fácil. Atualmente, o grupo conta com 70 lojas do modelo Extra Fácil. A rede também projeta a expansão de 30 unidades do modelo hipermercados e outros 30 supermercados.

O executivo destacou que a expansão de seu modelo de hipermercado, que passa por estudos de reposicionamento de produtos, será focada sobretudo nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do País.

Fonte: O Estado de S. Paulo ppág. B17 - 23/09/2011

Negócios imobiliários movimentam 11,4 milhões de euros

Foram registadas mais de 65 mil operações imobiliárias em 2010, um negócio que equivale 7% do PIB.

Em 2010 foram comunicadas ao Instituto da Construção e do Imobiliário (InCI) 65.077 transacções imobiliárias, no montante global de cerca de 11,4 mil milhões de euros. Qualquer coisa como 7% do PIB nacional onde pesam mais 7.278 transacções face a 2009, ainda que com uma quebra do volume de negócio em 800 milhões de euros.

O retrato efectuado pelo InCI resulta das comunicações semestrais que todas as entidades com actividades imobiliárias têm de enviar ao regulador do sector que, desde 2008, tem competências de fiscalização no combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento ao terrorismo. Objectivo: detectar operações suspeitas.

O número de transacções imobiliárias - compra e venda de casas, prédios lojas ou terrenos - revelado ao Diário Económico por fonte oficial do InCI, ascende a um montante global de 11,4 mil milhões de euros, um valor que compara com os 12,2 mil milhões de euros comunicados a este instituto em 2009 e referentes a 57.799 transacções imobiliárias.

Fonte: Diário Econômico - 23/09/2011

Helbor L'Alto Perdizes

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Falta de espaço em metrópoles causa boom imobiliário



Muita procura e pouco espaço.
Esse problema - cada vez mais comum nas grandes cidades - aumenta a disputa por terrenos e a valorização do metro quadrado.

Fonte: TV Uol

Taxa de escritórios vagos em SP recua 0,8%

Segundo levantamento, esse é o sétimo trimestre em que a taxa apresenta queda; região de Alphaville possui a maior taxa de vacância
19 de setembro de 2011 | 14h27 - Agência Estado

SÃO PAULO - A cidade de São Paulo alcançou taxa de vacância de 0,8% para escritórios corporativos de classes A e A+, no segundo trimestre do ano. Levantamento da Colliers International Brasil, aponta que o este é o sétimo trimestre consecutivo de queda na capital paulista. Ao considerar o mercado de São Paulo (que engloba a cidade de São Paulo mais a região de Alphaville) essa taxa sobe para 3,9%. Alphaville conta com a maior taxa de vacância, 27,6%, e possui atualmente 50 mil metros quadrados disponíveis.

Em relação à cidade de São Paulo, a região da Berrini, na zona sul, possui 4% de vacância, enquanto regiões como Barra Funda, Chácara Santo Antônio, Faria Lima, Itaim, Marginal Pinheiros, Paulista, Roque Petroni e Vila Olímpia têm taxas bem próximas de zero.
Quando comparada a outros mercados da América Latina e do mundo, a taxa de vacância paulistana aparece como a mais baixa, explicando os altos valores cobrados na cidade. Em Londres, por exemplo, a taxa de vacância de escritórios de alto padrão é de 5,0%; no Rio de Janeiro, de 4,6%; em Hong Kong, de 3,1%; em Genebra, de 2,5%, e Lima, de 2,3%.

A redução da vacância em São Paulo fez com que os valores médios de locação apresentassem um acréscimo de 6,7% em relação ao trimestre anterior. A região da Faria Lima, uma das mais caras da cidade, alcançou a marca de R$ 200,00 o metro quadrado em um de seus empreendimentos. Esse valor só foi registrado no Brasil na região do Leblon, no Rio de Janeiro.

Segundo a pesquisa da Colliers, entre as dez regiões de escritórios corporativos de classes A e A+ analisadas, metade apresenta valores de locação acima da média do mercado, que é de R$ 111,50 o metro quadrado. São elas: Marginal Pinheiros, Vila Olímpia, Paulista, Itaim e Faria Lima.

Fonte: Economia&Negócios - Estadão.com.br

O que é outorga onerosa?

Presidente do Secovi-SP, João Crestana, explica o que é outorga onerosa e qual a sua importância para a cidade e o bom urbanismo
05/09/2011 -
João Crestana*

Ao contrário do que possa parecer, outorga onerosa não é uma rara e contagiosa doença tropical, nem é a denominação técnica usada para a popular dor nas costas.

Trata-se de um instrumento jurídico, usado para incentivar o desenvolvimento urbano. “Outorgar” nada mais é que conceder, e “onerosa” indica que esta concessão é feita em troca de pagamento. É forma prevista em lei para se exercer o direito de construir de acordo com o coeficiente máximo estabelecido pelo zoneamento, mediante contrapartida prestada pelo beneficiado à sociedade. Os recursos obtidos são usados principalmente para regularização fundiária, programas habitacionais de interesse social, ordenamento da expansão urbana, implantação de equipamentos comunitários, criação de espaços públicos, ou proteção de áreas de interesse ambiental e cultural. O Estatuto das Cidades, Lei 10.257/2001, define diretrizes gerais, e leis municipais específicas estabelecem condições para determinar as formas de cálculo para a cobrança, as contrapartidas exigidas pela cidade e eventuais isenções.

Assim, o Plano Diretor Estratégico de São Paulo, de 2002, e a Lei de Zoneamento de 2004 definem condições para a outorga onerosa, que vem funcionando muito bem. Ferramenta legal importante e poderosa, ela incentiva as melhores práticas de ocupação e requalificação dos espaços urbanos, e já permitiu várias transformações, como a construção da ponte estaiada Otávio Frias de Oliveira, por exemplo.

Como boa ferramenta, pode ser bem ou mal utilizada. Tal como um martelo, que serve para fabricar uma bela mesa ou para agredir alguém criminosamente.

Na última semana, foi divulgado o mau uso da outorga onerosa por alguns agentes, mediante fraudes financeiras, autenticações falsificadas de pagamentos bancários. Deplorável comportamento exige rigorosa apuração por parte da polícia e do Ministério Público. Os responsáveis devem ser enquadrados exemplarmente, na forma da lei. Sem dúvida, houve agentes e vítimas da fraude, e é essencial que as investigações oficiais estabeleçam claramente quem é quem.

Porém, não se admite macular esse instrumento valioso ou imputar o mau uso às empresas em geral. Da mesma forma, seria impróprio denegrir todos os médicos se um deles fosse condenado como estuprador. Criminosos ou contraventores são pessoas de qualquer profissão que ofendem as leis penais. Somente a elas cabem punições definidas por estas mesmas leis.


A outorga onerosa é valiosíssimo mecanismo urbanístico e deve ser preservada zelosamente. Servirá para construirmos a cidade do futuro, substituindo a ocupação espalhada por uma cidade compacta, com inteligência. Para racionalizar o uso da infraestrutura cara e diminuir o sacrifício do cidadão que perde horas em desconfortável locomoção entre o emprego e a moradia.

Os habitantes de São Paulo desejam uma cidade despoluída, com eficiente mobilidade urbana. Chegará o momento de trocar os carros pelo transporte público de qualidade. Haverá espaço confortável e acessível para pedestres, calçadas amplas localizadas em espaços iluminados, seguros e com tecido urbano vivo.

A boa governança requer o uso correto das legislações e o dever de combater as más práticas. O que há de bom em São Paulo, como a outorga onerosa, é capaz de transformar o que há de ruim.

O mercado imobiliário vai continuar a equilibrar sustentavelmente a oferta e a demanda produzindo habitações, espaços para serviços, escolas e hospitais, sempre dentro das leis e regulamentos urbanísticos estabelecidos pela sociedade. O setor é composto por dezenas de milhares de empresas no País, e estas concorrem entre si com qualidade, tecnologia e diversidade de preços. E, sobretudo, ética.

Fraudes, corrupção e eventual mau uso da máquina pública devem ser tratados com o rigor da lei. O que está errado tem de ser corrigido, mas não se joga o bebê com a água do banho. É essencial defendermos o bom uso das ferramentas urbanísticas, e valorizarmos as boas empresas e os funcionários públicos dedicados e honestos.

João Crestana, presidente do Secovi-SP, da Comissão Nacional da Indústria Imobiliária da CBIC e reitor da Universidade Secovi

Fonte: Secovi

Vice-governador diz no Secovi-SP que o setor terá importante anúncio nos próximos dias

Guilherme Afif Domingos participou nesta segunda-feira, 19/9, da solenidade de abertura da Convenção Secovi, que prossegue até quarta-feira, 21, na sede do Sindicato 19/09/2011

Empresários do setor, lideranças de entidades de classe e representantes do poder público prestigiaram a abertura oficial da Convenção Secovi 2011, na manhã desta segunda-feira, 19/9, na sede do Sindicato.

Dentre as autoridades recebidas pelo presidente do Secovi-SP, João Crestana, estiveram o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, e o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Nabil Bonduk.

João Crestana destacou o momento vigoroso e os desafios para que o mercado imobiliário seja sustentável, “o que compreende responsabilidade social, preservação ambiental e do patrimônio histórico, bem como desenvolvimento – sem o qual não há sustentabilidade”.
Depois, dirigindo-se a Nabil Bonduk, Crestana lembrou a necessidade de priorizar uma legislação ambiental que contemple especificamente a área urbana. “É tolice defender a preservação da Amazonia da mesma maneira que a Avenida Paulista”, disse, “Precisamos promover conhecimento, formação, educação e, principalmente, ter sabedoria que permita construir a sustentabilidade no ambiente urbano, por meio do bom urbanismo”, complementou.

O dirigente traçou um panorama sobre as atividades da Semana Imobiliária, que incluem, além da Convenção, o Fórum Urbanístico Internacional (20/9) e as premiações do concurso “As Cidades Somos Nós – Propostas para a São Paulo de 2030” e do Master Imobiliário (21/9).

Momento de investir

“O Secovi-SP é um dos Sindicatos mais atuantes que conheço”, disse Afif Domingos ao iniciar seu pronunciamento, durante o qual reforçou a realização do evento num momento em que o setor dá mostras de ativismo, com a compreensão das ações de todas as esferas de governo. “O governador Geraldo Alckmin e a presidente Dilma Rousseff, têm trabalhado juntos para atender às necessidades da população.”

Afirmou também que, diante da forte recessão na Europa, Ásia – particularmente o Japão – e Estados Unidos, o Brasil se destaca e pode atrair a liquidez internacional para investimentos em infraestrutura. “Já o Estado deve se abrir para as parcerias público-privadas”, assinalou.
Afif enfatizou ainda que o governo do Estado que, nos próximos dias, o setor receberá o anúncio de importante notícia de medidas para incentivar as parcerias na área da habitação.

Fonte: Secovi

Crise derruba preço de imóveis de luxo na Europa

Aquela típica casa de campo europeia - com piscina e talvez um limoeiro e uma quadra de tênis nos fundos - está ficando cada vez mais barata.

Espanha, Portugal, Grécia e, em menor grau, Itália, todos imersos na crise de dívida da Europa, passam por um processo de desvalorização dos preços da "segundo residência". Os mercados imobiliários desses países foram atingidos por dívidas crescentes, recentes medidas de austeridade e profunda incerteza nos mercados financeiros. Um número exagerado de novas residências construídas nos períodos de alta em muitas áreas populares para passar férias está piorando o problema, uma vez que a demanda por aluguéis está em baixa e as exigências de financiamento se tornaram mais rígidas. Como resultado, os preços de venda de casas de veraneio caíram de 15% a 30% nos últimos meses. Em áreas menos procuradas, os preços de algumas residências equivalem à metade do nível registrado há dois anos.

"As expectativas de preço finalmente se ajustaram à nova realidade", diz Joachim Wrang Widen, diretor da divisão internacional para o setor imobiliário da Christie na Europa.
Na região do Estoril, em Portugal, onde o filme "A Serviço Secreto de sua Majestade" de James Bond foi filmado, o preço de uma casa de dois andares - com sala de ginástica, sauna, piscina e um estúdio de arte separado, perto do oceano e também de um dos mais requisitados campos de golfe da área - foi cortado para US$ 1,3 milhão, menos da metade do preço original de US$ 3 milhões solicitado no começo deste ano.

Na ilha grega de Míconos, onde a arquitetura cicladense é contornada por um mar turquesa, uma residência localizada em uma praia nobre com piscina no estilo de uma lagoa imensa e terraços de vários andares agora custa US$ 1,8 milhão, 18% a menos do que o preço inicial há três meses. Na cidade montanhosa de Deia, um enclave artístico da ilha de Maiorca, Espanha, este mês o preço de uma antiga casa reformada de pedra com piscina e com vista para o mediterrâneo caiu 18%, para US$ 1,8 milhão.

Mesmo algumas partes da Itália começam a mostrar desvalorização. Em Apúlia, conhecida por suas parreiras e celebridades com imóveis na região como Helen Mirren, Francis Ford Coppola e Mikhail Gorbachev, uma residência de pedra do século XVII com casa para hóspedes teve o preço reduzido para US$ 1,9 milhão, 24% menos do que os US$ 2,5 milhões originais.

David Hammond, um investidor de private equity que mora em Windsor, na Inglaterra, já possui três imóveis em Portugal. Ele não resistiu e comprou um quarto imóvel, uma casa nova na região batizada como Costa de Prata, por menos de US$ 2 milhões. "Foi um negócio tão bom. A localização era tão boa. Eu tinha de comprar", disse, acrescentando que teria de pagar o dobro do preço pela mesma residência há alguns anos.

Os preços podem estar em baixa, mas os riscos cresceram. O receio de um euro sobrevalorizado, ou mesmo a hipótese extremamente improvável de alguns países perderem o direito de fazer parte da zona do euro continua - qualquer uma delas poderia desvalorizar fortemente as aquisições atuais. O financiamento imobiliário na maioria desses países está mais difícil e, acompanhando essa tendência, as taxas e exigências aumentaram.

Quem compra um segundo imóvel nesses países precisa estar disposto a enfrentar algumas nuvens em meio à luz do sol. Na Itália, onde existem cerca de 1.500 leis direcionadas ao setor imobiliário - dez vezes mais do que o número no Reino Unido - tanto compradores como vendedores pagam taxas para agências.

Na Grécia, alguns compradores de repente se depararam com indenizações de última hora relacionadas a direitos de propriedade exigidas por terceiros. Na Espanha, alguns acabaram comprando casas construídas em áreas ilegais. Uma porta-voz do departamento do setor imobiliário do Ministério de Desenvolvimento da Espanha diz que o governo espanhol agora exige que os registros indiquem se existe alguma investigação aberta sobre o status legal do imóvel.

Paul Belcher, que controla a Ultissimo, uma empresa sediada em Londres especializada em desenvolvimento e pesquisa de imóveis na Itália, diz que o volume de consultas dobrou em relação ao ano passado. Um levantamento da Currencies.co.uk, uma corretora de investimentos britânica, divulgado em maio, revelou que 82% dos que pretendem comprar um segundo imóvel nos próximos 12 meses têm preferência por Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, sendo que metade deles disse que o interesse é devido aos preços mais baixos. No geral, a companhia registrou um aumento de 32% no número de clientes comprando imóveis na Europa entre março e maio deste ano, comparado ao mesmo período de 2010.

Historicamente, os americanos não são grandes investidores de imóveis na Europa. Mike Braunholtz, diretor-gerente do Prestige Property Group, no Reino Unido, diz que o total de consultas por americanos nos últimos meses subiu mais de 30% em relação ao volume normal.

Nancy Keates e Mary M. Lane | The Wall Street Journal

Fonte: Valor Econômico pág. B14 - 19/09/2011

Adiantamento de parcelas é mais vantajoso no caso de Tabela Price

DE SÃO PAULO - Os bancos oferecem dois sistemas de financiamento para o crédito imobiliário. O mais usado é o SAC (Sistema de Amortização Constante).

O outro sistema, menos comum, é o que usa a Tabela Price. As parcelas são fixas e começam menores do que as do SAC -por isso a aprovação do crédito é mais fácil.
No início pagam-se mais juros do que se amortiza do saldo devedor. Como a taxa de juros é computada sobre o saldo devedor, demora-se mais para pagar e, com isso, gasta-se mais com juros.

Em financiamentos nesse sistema, o montante de juros abatido com a quitação antecipada costuma ser maior, argumenta o professor José Vieira Dutra Sobrinho.
Já no SAC, os juros incindem sobre o saldo devedor, que diminui à medida que as parcelas são pagas.
Dessa maneira, os juros acompanham esse movimento.

PERFIL - Mas para que tipo de cliente cada sistema é ideal? Varia conforme o tempo que a pessoa demora para quitar a dívida e a parcela com que pode arcar, explica o professor de finanças Samy Dana, da Fundação Getulio Vargas.
Se a pessoa pode gastar mais no início, o SAC é mais indicado por amortizar a dívida desde o princípio.


Porém, se a pessoa precisa de parcelas fixas menores desde o começo do plano, pode optar pelo sistema Price e tentar antecipar parcelas à medida do possível.

Fonte: Folha de S. Paulo - 18/09/2011

Tombini prevê crédito para imóveis em alta

São Paulo - O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse que o crédito imobiliário deve atingir 15% do PIB na próxima década. "Sou entusiasta do setor imobiliário no Brasil", afirmou em palestra no Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), realizada na última sexta-feira. Hoje, tal modalidade de financiamento alcança 5% do Produto Interno Bruto.

De acordo com o presidente do Banco Central, a expansão da classe média no Brasil, que agregou 35 milhões de pessoas nos últimos oito anos, ajuda a expandir a demanda por crédito imobiliário, mas tal processo está ocorrendo de forma saudável. "O crédito imobiliário terá protagonismo na evolução do crédito no País", disse durante o evento.

"Muito se fala que o crédito no Brasil está crescendo muito rápido. Temos um sistema bem capitalizado, provisionado para perdas, e com capacidade para resolver seus problemas", destacou. "Estamos num sistema bem preparado para crescer, moderado na margem, de forma sustentável", disse. "Nossa regulação é boa e permite que empresas tenham capacidade de absorver eventuais perdas", destacou o presidente.

Tombini disse que concorda com a avaliação de empresários do setor, segundo a qual é preciso ampliar o leque de alternativas de funding para o setor de longo prazo. "O financiamento da poupança lá na frente pode registrar alguns limites", disse, sem entrar em detalhes, mas consciente que os recursos são limitados.

Fonte: DCI - São Paulo/SP - 19/09/2011

Investidores querem olhar Gafisa como donos

Um grupo de gestores de fundos de investimento está conversando para criar uma agenda estratégica para a incorporadora Gafisa. A iniciativa é do investidor Guilherme Affonso Ferreira, presidente da Bahema Participações, que passou a integrar o conselho de administração da incorporadora após a assembleia realizada em abril. Ferreira confirma o desejo de agrupar investidores, aos moldes do que aconteceu na Eternit, a primeira companhia aberta brasileira a ter o capital pulverizado.

"Falta à Gafisa alguém que perca o sono se o negócio for mal", resume Ferreira.
O investidor era acionista da Eternit no momento que a controladora se desfazia do investimento. Conseguiu unir um grupo de investidores, com representatividade no conselho, que fortaleceu a diretoria da empresa e traçou metas que foram constantemente acompanhadas e cobradas. Assim como a companhia de amianto, a Gafisa hoje não possui um grupo controlador - está totalmente pulverizada no mercado.

Ferreira não pretende reunir investidores para tomar o controle de fato da companhia. Mas formar um grupo que tenha pensamento afinado e que trace diretrizes para a empresa. "A ideia é lançar um olhar de dono para a companhia. Identificar o que está acontecendo com ela hoje e imaginar o que queremos que a Gafisa seja daqui a alguns anos", afirma.

Ferreira não fornece mais detalhes sobre a situação da companhia ou que pontos poderão fazer parte dessa agenda - o grupo de investidores ainda não está claramente formado.
Atualmente, o maior acionista da incorporadora é a gestora americana Black Rock, com 5,1% do capital. Segundo dados da Bloomberg, também possuem pequenas fatias na empresa Itaú Unibanco, BB Gestão de Recursos, Bradesco Asset, HSBC Gestão de Recursos, Schroder, JP Morgan, Polo Capital e BNP Paribas. Há informações de que a GP Investimentos, que já foi acionista da Gafisa, mas vendeu sua participação em 2007, está olhando novamente o negócio. Procuradas, a GP informou que não comenta rumores de mercado e a Gafisa não concedeu entrevista.

Uma grande dificuldade para reunir quantidade relevante de acionistas da companhia, apurou o Valor, é o fato de a empresa ter cerca de 80% de suas ações nas mãos de investidores estrangeiros, que mantêm o investimento, mas não estão acompanhando de perto nem têm o interesse de estar no dia a dia da operação.

A formação de um grupo que funcione como um dono na companhia também pode ser uma espécie de defesa para a Gafisa. Nas últimas semanas, houve muita especulação no mercado sobre a possibilidade de algum investidor, ou possivelmente os próprios concorrentes, fazerem uma oferta por fatia relevante na empresa, que está bastante descontada na bolsa.

Com cinco anos de companhia aberta, a Gafisa está valendo atualmente no mercado menos do que o seu valor patrimonial.
Na sexta-feira, a ação a encerrou o pregão cotada a R$ 7,21, em alta de 0,8%. O valor patrimonial da ação, conforme os dados divulgados em junho, é de R$ 8,74 - 21% maior. No ano, a ação acumula queda de 39%.

Por outro lado, especialistas ponderam que na base acionária da companhia existem vários investidores chamados financeiros. Ou seja, se eventualmente houver uma oferta pela empresa que estabeleça um prêmio que esteja a contento, eles concordarão rapidamente em vender os papéis e embolsar lucros.

A Gafisa foi uma das primeiras empresas do setor de construção a captar recursos na bolsa, em 2006. É a única do segmento que possui American Depositary Receipts (ADRs, na sigla em inglês), negociados na Bolsa de Nova York. Quando chegou ao mercado, possuía acionistas estratégicos, como a própria GP e o megainvestidor americano Sam Zell - ele vendeu sua fatia na companhia no ano passado.

Apesar de nem o grupo de investidores nem a agenda estratégica estarem definidos, para analistas de mercado não é difícil identificar os problemas da Gafisa. Um deles é comum ao setor: o atraso na entrega de empreendimentos lançados em 2007 e 2008. Essas obras, iniciadas na época de mercado muito forte, foram se tornando mais caras, afetadas pelo aumento dos custos de mão de obra e também de material de construção nos últimos anos. Essa questão precisa ser equacionada o quanto antes.

Essa não é uma dor de cabeça apenas da Gafisa. No entanto, a incorporadora tem uma questão particular que reduz a confiança dos investidores: a absorção da Tenda, empresa voltada à classe baixa, adquirida em 2008, quando ela enfrentava sérias dificuldades em função da crise financeira global.

Os investidores sempre tiveram expectativas positivas para a Gafisa, em função da tradição da empresa, confiando em incrementos de margens e de rentabilidade, que não se confirmaram. A cada exercício em que a companhia não entregava o esperado, havia uma justificativa. Entre elas a aquisição da Alphaville Urbanismo, iniciada em 2006 e concluída em 2010, que é voltada para alto padrão e hoje considerada a joia da coroa da empresa.

Em 2008, houve problemas com renegociação de condições de debêntures. E, também desde 2008, a dificuldade de absorção da Tenda permanece. No mercado há quem acredite que a solução está próxima e que o momento é de virada para a Gafisa. Outros ainda acreditam que demorará anos até que a Tenda deixe de ser uma caixinha de surpresas negativas.

O negócio foi fechado em setembro de 2008. Primeiro, a Gafisa ficou com 60% da empresa. Como, ao começar se inteirar do negócio, sentiu que teria dificuldades para colocar a companhia em seu padrão de funcionamento e de governança, decidiu, em 2009, pela incorporação.

Os problemas encontrados na Tenda surpreenderam a Gafisa.

Voltada à baixa renda, afirmam analistas, a companhia de casas populares não era muito criteriosa na concessão de financiamento para a venda de seus empreendimentos. Há comentários de quem acompanhou as reuniões para abertura de capital da Tenda de que apenas naquele momento ela começava a fazer consultas à Serasa antes de fechar negócios.
As vendas, em grande parte, eram fechadas por impulso e não por pessoas que estavam de fato planejando a compra de um imóvel próprio. A Tenda mantinha estandes em pontos estratégicos e mostrava um empreendimento padrão - quem fechava a aquisição sequer visitava o local onde o imóvel seria construído.

Ao entrar nesse mundo dos negócios da Tenda, a Gafisa encontrou muitos casos de pessoas que deixaram de pagar os financiamentos ou não tinham condições ou perfil para entrar no programa "Minha Casa Minha Vida", lançado pelo governo brasileiro em 2009.

Além disso, empreendimentos foram erguidos em terrenos cuja situação não estava regularizada e a empresa terá dificuldades, ou até mesmo ficará impossibilitada, para conseguir o Habite-se de algumas unidades que inclusive já estão prontas. Outras informações dão conta de terrenos altamente irregulares em que as dificuldades para erguer os prédios são tantas que seria inviável construir para a baixa renda. A Gafisa tem, nesses últimos anos, trabalhado para limpar os problemas da Tenda, enquanto o mercado espera pela recuperação.

Fonte: Valor Econômico pág. D3 - 19/09/2011

Fundos de pensão buscam destino para R$ 90 bi

Os fundos de pensão procuram um destino para aplicar R$ 90 bilhões. Nos cálculos da Associação Brasileira das Entidades de Previdência Complementar (Abrapp), esse é o valor que será liberado na carteira das fundações nos próximos quatro anos com o vencimento de títulos públicos.

Segundo o presidente da Abrapp, José de Souza Mendonça, como esses papéis já não oferecem rentabilidade capaz de bater as metas atuariais das fundações a médio e longo prazo, os gestores estão em busca de alternativas. Mas o cuidado com o risco da carteira põe em xeque as opções disponíveis hoje.

"Tem que ter segurança", disse Mendonça, referindo-se à opção dos títulos de dívida privados. Conforme o consolidado estatístico da carteira das 368 fundações que compõem a Abrapp, no fim de março os créditos privados e depósitos respondiam por 4,7% dos R$ 545 bilhões investidos pelos fundos de pensão, apenas um naco dos quase 59,8% aplicados em renda fixa. Em renda variável estavam aplicados 31,8% do total.

Na visão da Abrapp, a cautela quanto ao risco e o receio quanto à rentabilidade futura da carteira também inibem a aplicação em infra-estrutura, geralmente feita via investimentos estruturados, que no balanço da entidade respondem por 2,6% da carteira. Em imóveis, atualmente com 3,1% do patrimônio investido, há segurança, mas falta liquidez e disponibilidade de ativos para compra.

Mesmo sem mudar muito essa distribuição e com o número de entidades que reúne hoje, a Abrapp estima que a poupança gerada pelos fundos, hoje equivalente a 15% do Produto Interno Bruto (PIB), alcance 30% do PIB em 2021. A estimativa é considerada conservadora pela associação, que levou em conta uma valorização média anual de 16% para a bolsa no período e um crescimento da economia entre 3% e 3,5% ao ano.

O binômio formado pela trajetória decrescente do juro básico e pela perspectiva de inflação mais elevada jogaram por terra as pretensões dos fundos de pensão de baterem suas metas de rentabilidade. "Acho que este ano ninguém bate", disse o presidente da Abrapp no primeiro dia do congresso anual da entidade.
Resultantes de uma combinação de índices de preços ao consumidor com uma taxa fixa anual que oscila entre 5% e 6%, as metas atuariais tornaram-se ainda mais difíceis de alcançar após o corte de 0,50 ponto percentual efetuado na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa básica a 12% ao ano.

Também como consequência, a inflação projetada por participantes de mercado voltou a subir, conforme o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central. Agora o mercado estima uma taxa de 6,46% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano.

A Abrapp fez três simulações para a rentabilidade média das carteiras das fundações em 2011. Na melhor, que considera o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, a 70 mil pontos no fim do ano, a rentabilidade média iria a 10,09%. No cenário moderado, com Ibovespa a 55 mil pontos em dezembro, os ativos das fundações avançariam 2,57% em 2011. E se o Ibovespa cair a 40 mil pontos, as carteiras encolherão 3,55%.

Fonte: Valor Econômico pág. C16 - 20/09/2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Crise é oportunidade para sites de compras coletivas, diz Groupalia

Diretor da filial brasileira do site Groupália aposta na seleção criteriosa de parceiros para se tornar um dos três maiores no mercado brasileiro ainda em 2011
19 de setembro de 2011 | 10h 34
Letícia Bragaglia, da Agência Estado

SÃO PAULO - Criado em Barcelona, o site de vendas coletivas Groupalia abriu sua filial brasileira em 2010 e em menos de um ano já ocupa a quarta posição no mercado nacional, com um cadastro de mais de 4 milhões de usuários. Mas, se depender do executivo Henrique Iwamoto, que está a frente das operações no Brasil, essa situação deve mudar em breve.

"Trabalho até 15 horas por dia pra aumentar as vendas" diz ele, que não teme a concorrência e nem a crise internacional. "Essa crise faz com que aumente a procura pelos nossos serviços."

Aos 34 anos, Iwamoto diz que a pouca idade não atrapalha na hora de chefiar a equipe. "No nosso ramo não lidamos com produto, mas com gente. Meu maior desafio é estimular a equipe e colocar todo mundo pra trabalhar na velocidade necessária. Entramos atrasados no mercado brasileiro e estamos tentando recuperar o tempo perdido."

Com uma carreira meteórica, o executivo conta que na hora de tocar os negócios se inspira em pessoas com quem já trabalhou. "Tive ótimos chefes que me ensinaram muito. Não vou citar nomes porque eles estão na concorrência" brinca Iwamoto, que enxerga no mercado de compras coletivas nichos que ainda não foram explorados. "Os serviços financeiros, por exemplo, tem muito potencial para dar certo nesse negócio de compras coletivas" explica.

Veja a entrevista completa nos vídeos anexados.

O brasileiro adora os sites de compras coletivas, diz Henrique Iwamoto



Fonte: Economia&Negócios - Estadão.com.br

Força de Expressão


Vendas de imóveis novos caem 28,6% no ano em SP, diz Secovi

19/09/2011 - 09h33

As vendas de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo seguem em queda. Houve retração de 14,3% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Foram 2.722 unidades comercializadas, sendo 1.346 de dois dormitórios.

De janeiro a julho, as vendas apresentaram redução de 28,6%: foram 14.402 unidades em 2011 ante 20.182 unidades em 2010.
Já na comparação com junho, houve leve alta de 0,2%, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação).

"O resultado não surpreende, já que, em 2010, o país atravessava um período de exuberância econômica, com índices de crescimento acima da média", diz em nota o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.
Os imóveis de 46 metros quadrados a 65 metros quadrados responderam pela comercialização de 1.219 unidades (44,8% do total), o maior volume de vendas do segmento no ano.

LANÇAMENTOS

A Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) aponta o lançamento de 2.732 unidades residenciais no município de São Paulo, uma queda de 13,7% em relação a junho, quando foram lançadas 3.167 unidades. Já em comparação a julho do ano passado, houve alta de 5,8%.

No acumulado de janeiro a julho, as empresas lançaram um total de 16.724 unidades na cidade de São Paulo, um crescimento de 3,5% em relação a igual período de 2010 (com 16.163 unidades lançadas).

Fonte: Mercado - Folha.com

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ON Panamby

Alpargatas Aluga Edifício Inteiro da Bueno Netto

setembro 14,2011,12:23 am |

A Alpargatas vai mudar de casa. Conforme o Valor apurou, a companhia assinou ontem, com a Bueno Netto, contrato de locação do edifício comercial Bueno Business Tower, de padrão triple A, na rua Cardoso de Melo, 1336, na Vila Olímpia, em São Paulo. Esta é a primeira locação do prédio. Alpargatas e Bueno Netto não comentaram o assunto.
O aluguel mensal do prédio gira em torno de R$ 1,2 milhão, se considerada a área privativa total de 8.493 metros quadrados e o valor de R$ 140 por metro quadrado. Esse foi o preço do metro quadrado coletado em agosto, junto ao locatário, pela empresa de pesquisa do mercado imobiliário corporativo Buildings Espaços Corporativos Online.
Conforme a Buildings, a faixa de preços de aluguel de prédios comerciais com lajes acima de 600 metros quadrados com disponibilidade na região da Vila Olímpia vai R$ 95 a R$ 150. Cada um dos 14 andares do Bueno Business Tower tem dois conjuntos de 303,33 metros quadrados.
A locação de um prédio comercial inteiro de padrão triple A na Vila Olímpia chama a atenção num momento em que há falta de produtos disponíveis com essas dimensões. Conforme a gerente de Pesquisa de Mercado para América do Sul da Cushman & Wakefield, Mariana Hanania, operações em que um locatário fecha a totalidade das áreas de um edifício na região não costumam ocorrer por falta de oferta.
“Haveria demanda para locações de edifícios inteiros nas principais regiões da cidade, e a Vila Olímpia é uma delas”, diz a representante da Cushman. Na metodologia da consultoria, edifícios de alto e altíssimo padrão recebem a classificação A. No segundo trimestre, o preço médio pedido pelo metro quadrado de imóveis A na Vila Olímpia foi de R$ 107,3, 19,4% acima de um ano antes e 10,7% superior ao do primeiro trimestre.
A Jones Lang LaSalle monitora onze regiões da cidade de São Paulo, além de Alphaville, em Barueri, abrangendo edifícios de escritórios de alto padrão A e AA. Nesse mercado, a média dos preços de locação teve alta de 20,3% no segundo trimestre ante o mesmo intervalo de 2010, para R$ 89 por metro quadrado, conforme a gerente de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Jones Lang, Lilian Feng. A Vila Olímpia teve a maior alta, de 37,7%%, com o metro quadrado a R$ 106. Em média, o crescimento real (descontado o IGP-M) foi de 10,7% e, na Vila Olímpia, de 26,7%. A região tem uma das menores taxas de vacância, de 1,8%%, ante a média de 7,7%.
Segundo fonte, a Alpargatas disputou a locação de áreas do Eco Berrini, edifício comercial de 47 mil metros quadrados e 39 andares, pertencente a Previ, que foi alugado pela Telefônica.
Fonte: Valor Econômico –13/09/11

Lopes Fará Aquisições de Usados

setembro 14,2011,10:12 pm |
Inexplorado e pulverizado,o mercado de imóveis usados foi eleito pela Lopes como gatilho para impulsionar o crescimento do maior grupo imobiliário do país. O mercado de imóveis secundários, que costumava ter participação “marginal” nos negócios da empresa, segundo o vice-presidente financeiro, Marcello Leone, hoje responde por 22 por cento das operações do grupo, volume que pode chegar a ocupar espaço de igual para igual com os empreendimentos novos, no longo prazo.

“É possível crescer muito mais nos próximos anos em (imóveis) usados do que em novos. É uma oportunidade clara para voltar a ter um crescimento mais forte”, disse ele à Reuters.

A estratégia traçada pela Lopes para consolidar esse segmento, formado em grande parte por empresas de pequeno parte, é a mesma que vem sendo adotada nos últimos 12 meses, período em que a companhia adquiriu 12 imobiliárias menores.

“Vamos continuar fazendo aquisições nesse e no próximo ano, é uma estratégia contínua”, afirmou Leone, assinalando que o foco será mantido nas regiões Sul e Sudeste e no Distrito Federal. O executivo descartou, entretanto, movimentos para ingressar em mercados onde a empresa ainda não atua nas regiões Nordeste e Centro-Oeste.

Em 2011 até agora, a Lopes realizou cinco aquisições, sendo duas em São Paulo, uma em Minas Gerais, uma em Brasília e uma no Paraná.

Além de um oportunidade pouco explorada, a entrada no segmento de usados representa uma forma de equilibrar as operações do grupo, ficando menos vulnerável a uma eventual flutuação de lançamento e demanda por unidades novas, de acordo com o executivo.

“Grande parte (das aquisições) vai estar focada no mercado secundário e naturalmente essa fatia vai começar a crescer. Como o mercado é muito pulverizado, existe uma oportunidade muito grande de consolidação”, acrescentou.

Para apoiar tais movimentos, Leone considera a situação financeira da companhia “tranqüila”, dispensando a necessidade de capitalização para cumprir o plano traçado.

Fonte: Jornal do Commercio, 14/09/11