sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mercado imobiliário precisa de novas fontes de financiamento

(Tribuna da Bahia - Salvador/BA - ECONOMIA - 10/11/2011)

Com a perspectiva dos recursos da caderneta de poupança não poderem mais dar conta dos financiamentos imobiliários, especialistas no assunto afirmam que uma das formas para tornar o crédito mais acessível é o incremento da securitização. São operações executadas pelas carteiras de empréstimos para a compra de imóveis e que podem ser vendidas pelos bancos a investidores.


O dinheiro que volta para o caixa dos bancos pode ser novamente emprestado, aumentando a quantidade de recursos disponíveis.

Muito comum nos Estados Unidos, mais ainda incipientes no Brasil, as operações de securitização, sem os vícios do mercado norte-americano, que chegou a fazer até sete operações de securitização com um único imóvel e que resultou na bolha imobiliário de 2008, podem ser uma das saídas para tornar o mercado imobiliário mais dinâmico.

Uma outra alternativa seria o governo flexibilizar os depósitos compulsórios a que os bancos são submetidos, na hora de captação do dinheiro no mercado, e possibilitar que as instituições bancárias coloquem mais de 65% dos recursos captados no financiamento imobiliário.

Os especialistas também sugerem a criação dos chamados "covered bonds", um papel bastante utilizado no mercado europeu. São títulos emitidos pelos bancos para resgate no longo prazo, com taxa de retorno suficientemente atraente para motivar o investidor e lhe garantir uma gorda remuneração. O fato é que o financiamento imobiliário deve ser visto a partir de outros tipos de alternativas capazes de manter o crédito aquecido e com baixas taxas de juros. Do contrário, o custo de captação de dinheiro pelos bancos deve ser determinante para o futuro dos preços dos imóveis no Brasil. Se os bancos tiverem de gastar mais para captar recursos, vão cobrar juros maiores na hora de disponibilizar o crédito imobiliário.

BB vai financiar imóvel na planta para trabalhador

(Tribuna da Bahia - Salvador/BA - ECONOMIA - 10/11/2011)

O Banco do Brasil vai começar a financiar a compra de imóveis na planta ou em fase de construção para pessoas físicas. Em entrevista à Agência Estado, o vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Paulo Rogério Caffarelli, disse que esse é mais um passo na estratégia do banco de crescer no crédito imobiliário.

A projeção é de que a carteira total do segmento aumente 120% este ano, fechando dezembro em R$ 7,5 bilhões. Até agora, o banco público só fazia o financiamento habitacional de operações tradicionais, como compra de imóveis novos e usados e financiamento a construtoras e incorporadoras.
Nas novas linhas, o próprio BB vai liberar o crédito para as pessoas físicas no momento da compra do imóvel na planta. Segundo Caffarelli, o mais comum eram as construtoras financiarem essas operações, o que comprometia seus limites de crédito para a construção.

"Com o banco financiando a pessoa física, libera mais limite para as construtoras." Mas as novas linhas de crédito só serão destinadas à aquisição de empreendimentos que tiverem suas construções financiadas pelo BB. O banco tem programas de financiamento para as 16 maiores construtoras do País. Caffarelli destaca que o BB também tem procurado estreitar os laços com construtoras de menor porte.

Rossi será geradora de caixa em 2012

(Valor Econômico - São Paulo/SP - EU & INVESTIMENTOS - P. D4 - 11/11/2011)
De São Paulo

A Rossi Residencial espera se tornar geradora de caixa operacional a partir de meados de 2012. Na prática, isso significa que vão entrar mais recursos na companhia do que o caixa que será queimado com os investimentos.

Com o início da entrega dos imóveis lançados principalmente em 2008, a Rossi está acelerando o repasse dos clientes para os bancos, o que resulta em maior entrada de recursos.
No terceiro trimestre, a empresa reduziu seu consumo de caixa para R$ 93 milhões, ante R$ 195 milhões no mesmo período de 2010 e R$ 198 milhões no segundo trimestre de 2011.

O aumento da participação dos projetos de baixa renda (unidades de até R$ 200 mil) no mix da Rossi também contribui para os seus planos de passar a ter fluxo de caixa positivo a partir de 2012, pois o ciclo de produção desse segmento é mais curto. No setor, a receita é contabilizada à medida que as obras avançam.
O uso da tecnologia construtiva de pré-fabricados pela Rossi também possibilita a redução dos ciclos produtivos, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores, Cassio Audi.

Essa tecnologia é usada em unidades voltadas para a média e baixa renda. "Das cerca de 59 mil unidades que temos em construção atualmente, utilizamos pré-fabricados em 45%", conta o executivo.

A evolução das obras se refletiu na receita líquida apurada pela companhia no terceiro trimestre, que cresceu 16%, para R$ 749 milhões. A geração de caixa medida pelo Ebitda subiu 13%, para R$ 149 milhões. Já o lucro líquido ficou em R$ 86 milhões, 7,5% abaixo dos R$ 93 milhões do terceiro trimestre de 2010.
A Rossi divulgou também o lucro líquido ajustado de R$ 96 milhões, que desconsidera a despesa não recorrente de R$ 10 milhões referente à campanha de 30 anos da companhia.

No terceiro trimestre, a companhia registrou margem bruta de 30%, ante 29,7% no intervalo equivalente de 2010. Na média móvel de 12 meses, a margem bruta deverá ficar estável, nos níveis atuais, conforme Audi.
A Rossi lançou R$ 1,2 bilhão no trimestre, sendo de R$ 1 bilhão a parcela da companhia. No acumulado de janeiro a setembro, os lançamentos somaram R$ 3,5 bilhões - a fatia da empresa foi de R$ 3 bilhões. Já as vendas contratadas somaram R$ 1,2 bilhão (parte Rossi de R$ 917 milhões) no trimestre e R$ 3,4 bilhões no ano (parte da companhia de R$ 2,6 bilhões). (CQ)

Cyrela e Even têm alta do VGV no acumulado do ano

(DCI - São Paulo/SP - SERVIÇOS - 11/11/2011)
Paula Cristina

São Paulo - Os lançamentos e vendas de imóveis comerciais e residenciais continuam trazendo bons frutos para as incorporadoras. A Even, nos nove primeiros meses do ano, lançou R$ 1,3 bilhão, o que corresponde a 68% da projeção de lançamentos da empresa para 2011. Já a Cyrela registrou no mesmo período R$ 4.563,5 milhões em VGV (valor geral de vendas), atingindo 60% da meta para o ano.

Com relação ao lucro liquido, a Even anunciou ainda
o valor de R$ 64,4 milhões no terceiro trimestre de 2011, resultado 19,4% maior que o registrado no segundo trimestre do ano e 18,4% menor que o lucro apurado no terceiro trimestre do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no acumulado do ano caiu 10,4%, chegando em R$ 262,3 milhões.

Já a Cyrela Brazil Realty registrou no acumulado do ano volume de lançamentos na casa dos R$ 4.564 milhões, superando em 48% o valor lançado no mesmo período de 2010. "A empresa está em um ano de transição, preparação e ajustes no sentido de convergir às margens para a média histórica, crescer organicamente com a gestão e a execução das obras. Todos esses fatores já estão e irão contribuir ainda mais para a retomada das margens", diz José Florêncio Rodrigues Neto, vice-presidente-financeiro da Cyrela.

Parte da Cyrela, a Living apresentou lançamentos com VGV total de R$ 462,7 milhões, 6% acima do realizado no terceiro trimestre de 2010, o que responde por 26,3% do valor total da Companhia.

Estouro de obras sairá do balanço da Cyrela no próximo ano

(Valor Econômico - São Paulo/SP - EU & INVESTIMENTOS - P. D4 - 11/11/2011)
Por Chiara Quintão | De São Paulo

A Cyrela Brazil Realty espera que os estouros de orçamentos de obras referentes a lançamentos de 2008 e 2009 deixem de ter efeito nos seus resultados a partir do terceiro trimestre de 2012. A expectativa de margem bruta para o ano fica entre 32% e 34%.
"A melhora ocorrerá, paulatinamente, ao longo do ano", diz o vice-presidente financeiro da Cyrela, José Florencio Rodrigues. Os projetos imobiliários lançados em 2010 e 2011, ganham mais participação na composição do indicador com o avanço de suas respectivas obras, têm margens maiores que os 2008 e 2009.

Ao divulgar os resultados de 2010, a Cyrela informou que a revisão dos custos de obras apontou estouro de orçamento acima de R$ 500 milhões. Parte desse valor foi contabilizada nos resultados do quarto trimestre do ano passado, o que fez com que a margem bruta da companhia caísse para 24,5% no período. O restante passou a ser contabilizado nos resultados à medida que ocorreu o avanço das obras.
No primeiro trimestre, a margem bruta da Cyrela ficou em 27,4%, no segundo, 27,7% e, no terceiro trimestre, 28,6%. "No quarto trimestre, teremos margem muito superior à do último trimestre de 2010 e melhor que a do terceiro trimestre de 2011", afirma Rodrigues.
Segundo ele, no intervalo de janeiro a março de 2012, haverá "efeito residual" dos estouros de orçamento e, no segundo trimestre, "efeito bem residual".
A empresa não descarta, porém, que a margem histórica de erro de orçamento, entre 2,5% e 3%, continue ocorrendo. "Mas isso está contingenciado na própria viabilidade das obras."

O vice-presidente financeiro ressaltou que o estouro de orçamento ficou concentrado em "poucas obras". "Cinco obras foram responsáveis por 40% do estouro total", diz o executivo. Entre 80% e 90% do estouro foi registrado em 15% das obras do período de 2008 a 2010. Uma das estratégias da Cyrela para melhorar suas margens é elevar a parcela orgânica das obras, ou seja, aquela executada pela própria companhia. Dos lançamentos do terceiro trimestre, 90% serão executados organicamente.

A Cyrela lançou R$ 1,76 bilhão no terceiro trimestre (incluindo a participação dos sócios nos empreendimentos) e R$ 4,56 bilhões no acumulado de janeiro a setembro. "Até o fim do mês, teremos lançado 85% do ponto inferior da meta para o ano e, em meados de dezembro, 100%. Parte da liberação dos projetos que faltam está bastante avançada", diz Rodrigues.

No terceiro trimestre, a companhia registrou lucro líquido de R$ 147 milhões, 16,6% menor que o do mesmo período do ano passado. A receita líquida aumentou 34,2%, para R$ 1,56 bilhão. O lucro operacional medido pelo Ebitda subiu 3,2%, para R$ 227 milhões. Já o resultado financeiro teve queda de 68,2%, para R$ 7 milhões.

Parceria viabiliza dois novos empreendimentos

(Folha de Pernambuco - Recife/PE - IMÓVEIS - 11/11/2011)

Rossi e Duarte Construções se unem para lançamento de um residencial e um empresarial

GEORGE CARVALHO
Especial para a Folha

Dois bairros com grande potencial imobiliário no Recife foram escolhidos para receber projetos que, somados, chegam a gerar R$ 90 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV). No bairro da Boa Vista, será construído o residencial Vila Boa Vista, enquanto a Ilha do Leite vai receber um empresarial que ficará localizado no polo médico do Recife, na rua Estado de Israel, ao lado do Hotel Mercure Recife. Ambos são frutos de uma parceria inédita entre a pernambucana Duarte Construções S/A e a Rossi, uma das principais incorporadoras e construtoras do Brasil.

Está previsto para março do próximo ano o lançamento e início de comercialização das salas que vão compor os 21 pavimentos do empresarial na Ilha do Leite, que deve contar ainda com espaço para dez lojas no térreo, com áreas variando de 23 metros quadrados (m²) a 57 m² cada. Já as salas devem ter entre 37 m² e 75 m², além da opção por espaço corporativo com 418 m². O empreendimento contará ainda com auditório e sala de reunião na área comum. "É uma região de edifícios empresariais já consolidada, e nosso público-alvo vai desde profissionais liberais a grandes empresas que queiram estabelecer escritório na área", afirma o diretor Administrativo da Duarte, Germano de Sá Barretto.

Já o residencial tem lançamento previsto para ainda este ano. O Vila Boa Vista ficará na rua Fernandes Vieira, um dos principais corredores de acesso ao Centro do Recife. Trata-se de uma torre residencial de 29 pavimentos, com quatro apartamentos por andar, dois tipos de área privativa (69 m² e 76 m²) distribuídos em três quartos sociais (sendo uma suíte), sala, varanda, WC social, cozinha, área de serviço e WC de serviço. O edifício contará com ampla área de lazer. "Esse empreendimento vai ser voltado para a classe média em ascensão que queira desfrutar de um melhor conforto e morar num bairro bem localizado na área central do Recife", define Barretto. A entrega de ambos os empreendimentos deve ocorrer num prazo de 36 meses após o lançamento.

A parceria para a construção desses dois imóveis reúne o reconhecimento nacional da Rossi ao longo de 30 anos de existência e a expertise local da Duarte Construções S/A, prestes a completar duas décadas de atuação no mercado de construção civil pernambucano. "Essa aliança tenta buscar o que ambas as marcas têm de melhor. Há muita vontade de trabalharmos juntos até mesmo em outros projetos. Vamos ver como será essa sinergia", adianta o diretor administrativo da empresa pernambucana.

Construtora de Luxo da Flórida Investe no Brasil

novembro 10, 2011, 11:21 pm |
Maior construtora de residências de luxo no sul da Flórida, com quase 80 mil unidades entregues, a americana Related Group colocou o Brasil no radar.

A companhia planeja montar suas operações no país a partir de janeiro, onde terá um escritório com a missão de buscar locais para imóveis residenciais e hotéis.

Na rota provável para os investimentos estão São Paulo, Campinas, Rio, Manaus, Belo Horizonte e Recife.

“Estamos estruturando um fundo com ao menos US$ 1 bilhão para explorar as oportunidades no Brasil”, disse à Folha Carlos Rosso, presidente da companhia.

Em visita ao país nesta semana, Rosso também tem nos planos a criação de um escritório para aproximar os investidores brasileiros dos imóveis no exterior.

O trunfo para conquistar os compradores por aqui são imóveis de médio e alto luxo em Miami com preços muitas vezes inferiores aos praticados pelo mercado nacional.

Previsto para 2013, um dos prédios localizados no bairro Brickell, distrito financeiro de Miami, é uma das apostas, com 192 apartamentos que custam a partir US$ 164 mil (R$ 292 mil) para a unidade de 60 metros quadrados.

Um apartamento do mesmo padrão no Itaim Bibi, zona sul paulistana, custa praticamente o dobro: R$ 566 mil, segundo dados de mercado de outubro.

Outra aposta é no empreendimento de luxo de 48 unidades à beira mar com preços a partir de US$ 1 milhão, para a unidade de 250 metros quadrados.

“Miami está uma pechincha para brasileiros e buscamos principalmente os compradores que querem um segundo imóvel ou um apartamento para alugar por preços inferiores aos daqui”, diz.

FILÃO MILIONÁRIO

A aproximação do Related Group com os compradores latinos não é exatamente nova. Hoje, empresários e investidores brasileiros já figuram entre os principais clientes da empresa em Miami.

Entregue há dois anos, outro prédio no distrito financeiro da cidade teve 900 das 1.800 unidades vendidas a brasileiros.

“Foram eles os principais compradores logo depois da crise de 2008, que secou o crédito para os americanos”, afirma Rosso.

A restrição dos recursos de financiamento trouxe dificuldades significativas para a companhia, com US$ 1,2 bilhão comprometido nos principais projetos na época.

Hoje, além de imóveis nos EUA, a empresa mantém projetos no México, na Colômbia e começa a explorar os mercados chinês e indiano.

- Folha de São Paulo, Camila Fusco, 10/11/11

Quanto Custa Ter um Imóvel nos EUA

novembro 10, 2011, 11:25 pm |
Em várias cidades americanas, preços fazem os valores cobrados em São Paulo ou no Rio de Janeiro parecerem piada



São Paulo – O estouro da bolha imobiliária e o real valorizado escancararam as portas do mercado americano para investidores brasileiros em busca de pechinchas ou do glamour de ter uma casa fora. O maior alvo da febre é Miami, mas cidades como Nova York, Los Angeles, Las Vegas e até Houston, no Texas, também estão no radar verde-e-amarelo. Pela alta concentração de imóveis que funcionam como segunda residência, essas cidades apresentam descontos ainda maiores que as moradias principais.

Miami, a queridinha dos brasileiros, apresenta descontos que variam de 30% a 40% em relação ao preço máximo antes da crise. Mas a cidade com os maiores descontos é Las Vegas, onde os preços hoje estão de 60% a 70% abaixo do pico alcançado antes do estouro da bolha. “O potencial de valorização é grande em todo o país. Mas é claro que não é possível prever de quanto será, nem quando essa alta vai ocorrer”, diz Wade Hundley, CEO da ST Residential, maior proprietária de condomínios residenciais dos Estados Unidos.

Dona de cerca de 7.000 unidades residenciais para locação ou venda em todo o país, a ST comercializa imóveis de médio e alto padrão, bem localizados, cujos preços variam de 200.000 a alguns milhões de dólares. O preço do metro quadrado de alguns empreendimentos, porém, pode parecer uma piada para moradores de capitais como Rio, São Paulo e Brasília. Não à toa, a maioria dos clientes brasileiros da ST vem dessas cidades.

Em Reno, Nevada, está o metro quadrado mais barato, que custa apenas 1.250 dólares, ou 2.200 reais pelo câmbio da última quarta-feira. Isso é menos do que o preço do metro quadrado na comunidade de Paraisópolis, a região mais barata de São Paulo. Um carioca certamente acharia interessante morar no Havaí, onde o metro quadrado de uma propriedade da ST pode custar cerca de 7.500 dólares, ou 13.300 reais, menos do que a média em bairros como Lagoa, Ipanema e Leblon.

Em Miami, um imóvel em South Beach, a praia mais famosa da cidade, pode custar cerca de 15.000 dólares, ou 26.500 reais. Mas os empreendimentos da ST na capital da Flórida custam entre 3.000 e 8.000 dólares o metro quadrado, ou 5.300 a 14.100 reais, semelhante aos bairros paulistanos mais valorizados, como Vila Nova Conceição e Vila Olímpia.

Primeiro lançamento no Brasil

A ST Residential lançou seu primeiro empreendimento para ser comercializado na terra brasilis nesta semana, um condomínio em South Beach, a duas quadras da praia, cujos apartamentos custam entre 380.000 e 650.000 dólares. Mas a intenção é trazer também outros empreendimentos, mesmo de fora de Miami, entre eles condomínios em Las Vegas e Houston. Para isso, foi feita uma parceria com a Abyara, empresa da Brasil Brokers, e com a Halmoral Group, especializada em vender imóveis para brasileiros em Miami.

Os preços descontados cobrados pelas empresas que vendem esses imóveis a estrangeiros se deve à sua origem na crise. Eles foram arrematados em leilão, após terem sido retomados pelos bancos em razão das hipotecas não honradas. A ST, no caso, foi formada em 2009 com esse propósito, pela união de quatro fundos de private equity dos ramos imobiliário, hoteleiro e de bens de consumo.

A companhia arrematou a carteira de imóveis e empréstimos do Corus Bank of Chicago, resgatado pelo governo americano. Os ativos foram adquiridos por 2,7 bilhões de dólares, mas custaram cerca de 7 bilhões de dólares para ficar de pé. Deste valor, 600 milhões foram injetados pela própria ST para concluir as construções inacabadas. Até hoje, 40% das propriedades arrematadas já foram vendidas.

Os imóveis

Lançado na última terça-feira, o Artécity fica a duas quadras de South Beach, Miami, e tem 138 unidades disponíveis, de um ou dois quartos, de 100 metros quadrados, em média. Como em toda propriedade da ST, as facilidades são fartas, incluindo cozinha planejada com eletrodomésticos, sala de ginástica, duas piscinas, segurança e controle de acesso, estacionamento subterrâneo, valet, lounge e áreas comuns ajardinadas.

“Gastamos cerca de 700.000 dólares só com paisagismo”, diz Wade Hundley, lembrando que é prática da empresa fazer melhorias nos condomínios. Tanto que algumas áreas do Artécity ainda estão em obras. É possível comprar um apartamento até decorado, mas quem optar pela versão “nua” terá de providenciar o piso e a pintura.

A ST aproveitou para apresentar mais dois empreendimentos aos brasileiros. O The Ogden, que fica numa das vias principais de Las Vegas, no centro do Distrito de Entretenimento, e o Mosaic, próximo ao Hermann Park e ao Museum District em Houston. Ambos possuem apartamentos equipados com eletrodomésticos e elementos sofisticados de decoração, além de armários e varanda. Os condomínios contam com uma série de comodidades, como sala de ginástica, sistema de segurança, piscinas, serviço de concièrge e até espaço especial para animais de estimação.

No The Ogden, as unidades têm um, dois ou três quartos, variam entre 75 e 190 metros quadrados e custam a bagatela de 200.000 a 400.000 dólares. Já no Mosaic, as unidades são lofts de um ou dois quartos e área de 62 a 275 metros quadrados, com preços mais salgados – entre 200.000 e 1.200.000 dólares.

Perfil dos compradores brasileiros

Embora tenha começado a vender no Brasil apenas agora, a ST Residential já está acostumada com os clientes brasileiros. No sul da Flórida – onde 85% dos clientes da ST são estrangeiros – os brasileiros já representam 30%, atrás apenas dos venezuelanos e à frente de mexicanos e argentinos. No total, os investidores tupiniquins representam 10% dos clientes da ST.

“São pessoas de alta renda ou classe média alta que buscam tanto investimentos como uma segunda residência”, diz Peggy Fucci, vice-presidente da ST Residential. Ela explica que alguns investidores compram várias propriedades e nunca sequer visitaram os empreendimentos; outros precisam de uma segunda residência por motivos profissionais, para instalar os filhos que vão estudar nos Estados Unidos ou até como casa de veraneio. “Acreditamos que em 2012 os brasileiros passem a representar 20% dos nossos clientes”, acrescenta Peggy.

Como fazer para comprar

O procedimento para comprar um imóvel nos Estados Unidos é mais fácil do que parece. O comprador recebe um contrato em português e faz um depósito de 10% do valor do imóvel. O único documento necessário é o passaporte. O negócio é fechado entre 30 e 45 dias. Se for o caso, o procedimento para financiar é semelhante ao que é adotado no Brasil, e os bancos americanos financiam até 70% do valor restante (após o depósito dos 10%).

Para manter uma residência lá fora também não é preciso pagar impostos, apenas declará-la. A não ser, é claro, que o proprietário ganhe dinheiro com aluguéis ou com a venda do imóvel. Nesse caso, as alíquotas variam de acordo com a renda do proprietário, mas a declaração pode ser feita do Brasil mesmo.

- Exame – Julia Wiltgen – 10/11/11

Casa Própria Paga no Cartão

novembro 10, 2011, 11:42 pm |
Banco lança pacote de serviços para beneficiar a compra do imóvel financiado

O Santander lançou serviço adicional para na compra financiada do imóvel entre os clientes que mantêm investimentos aplicados na instituição. Entre os benefícios está a parcela protegida – funciona como um seguro desemprego. Se o mutuário perder o emprego terá até oito prestações quitadas pelo banco.

Segundo o superintendente Executivo do Santander, Robert Wieselberg, o produto Serviços Imobiliários Santander Van Gogh tem uma cobertura ampla e traz ainda benefícios como o pagamento das parcelas durante a obra no cartão de crédito do banco. Nesse caso, o mutuário vai acumular pontos para ajudar na decoração da casa. “O sistema é parecido com o de milhagem das companhias aéreas”, diz Wieselberg.

Ele explica que é possível aderir ao serviço mesmo antes de comprar o imóvel. Mas é preciso se tornar cliente Van Gogh. Isso significa comprovar renda de R$ 4 mil ou ter investimentos a partir de R$ 40 mil. Já os médicos se tornam clientes automaticamente. Isenção da tarifa de Serviços Administrativos para contratação do crédito imobiliário faz parte do pacote.

- O Dia, 10/11/11

Crédito mais escasso afeta ritmo de vendas do comércio

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PEDRO SOARES
DO RIO

Apesar de voltar a crescer em setembro, as vendas do comércio mostram "um nítido processo de desaceleração", provocado pelo crédito mais escasso e caro e pela elevação da taxa dos juros encerrada em agosto, avalia Nilo Lopes de Macedo, economista do IBGE.

Para o técnico, há três meses o varejo sinaliza uma "tendência mais clara" de perda de ritmo. "Parece que somente nesse período pudemos notar os efeitos da alta dos juros lá atrás", disse.

As vendas do varejo cresceram 1,2% em julho. Depois, caíram 0,4% em agosto. Em setembro, retomaram o crescimento, com alta de 0,6%. Tais desempenhos foram sempre comparados com os meses imediatamente anteriores.

De janeiro a setembro, porém, o comércio acumula expansão de 7%, num ritmo inferior ao registrado em 2010 (10,9%).

Além dos juros mais elevados e do crédito mais restrito, Macedo cita ainda a valorização do dólar e a inflação mais elevada em 2011 como fatores que inibem as vendas do varejo neste ano.

Em setembro, os setores com os piores resultados foram os de combustíveis (-1,1% ante agosto), equipamentos de informática (-5%) e artigos farmacêuticos (-2,5%). No caso dos combustíveis, diz Macedo, as vendas dos postos estão em retração por conta dos preços mais elevados principalmente do etanol, o que levou a uma redução do consumo.

Já informática e farmacêutica sofrem com o câmbio, já que boa parte dos equipamentos, insumos e matérias-primas desses setores são importados e ficaram mais caros diante da alta do dólar.

Na outra ponta, o destaque positivo ficou com móveis e eletrodomésticos _alta de 1,6% de agosto para setembro. Para Macedo, o ramo se beneficia de "um consumo reprimido das classes mais baixas que ascenderam à classe C" e procuram trocar ou ter acesso a geladeiras, fogões, máquinas de lavar e outras utilidades para o lar.