terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Cúpula da Cyrela revisa projeções em janeiro

brasileconomico
Até a entrada em operação, a multinacional canadense terá investido R$ 320 milhões

Construtora considera reduzir o volume de lançamentos para 2012 com objetivo de evitar formação de estoques e também reforça aposta na baixa renda

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Érica Polo

clip_image002A cúpula da Cyrela se reunirá em janeiro para definir a necessidade de revisar as projeções de vendas e lançamentos para  2012. “Os números estimados, em minha visão, estão adequados.

Mas são passíveis de mudança, com viés para baixo, sobretudo no item lançamentos”, disse José Florêncio Rodrigues, vice-presidente financeiro e diretor de relações com investidores da empresa, em entrevista ao BRASILECONÔMICO.

O valor geral de vendas (VGV) da Cyrela, para 2012, foi fixado num intervalo entre R$ 8 bilhões a R$ 8,9 bilhões, alta de até 16% sobre 2011, enquanto os lançamentos, em faixa de R$ 8,7 bilhões a R$ 9,8 bilhões - alta de até 15%.

A necessidade de ajustar ou não os indicadores, garante o executivo, vem de uma opção estratégica e não de sinais de retração da economia. “A questão é que preferimos lançar num ritmo menor e vender essas unidades”, disse. Ele explica que a Cyrela vê mudanças no perfil do comprador, que está se tornando cada vez mais seletivo na hora de escolher o imóvel. “Os produtos que não forem bem lançados podem trazer problemas de estoques”. A empresa também vem diminuindo a terceirização de seus canteiros de obras, causa dos atrasos em algumas delas, diz Rodrigues.

Outra expectativa que pode interferir no planejamento é a tendência de estabilização da velocidade de vendas, em comparação ao ritmo que se via há dois anos, quando houve um ‘boom’ no mercado imobiliário.

Emrelação à economia, a empresa acredita que os principais indicadores devem manter patamares atuais. Fator importante e que não deve mudar, segundo Rodrigues, é a concessão de crédito.

Mesmo assim, os ‘ares’ de possíveis reflexos da crise externa têm afetado mais a classe média do que entre as pessoas com menor poder aquisitivo, segundo ele. Dessa forma, no curto prazo, a estratégia da construtora de ampliar a atuação junto a clientes de baixa renda cairá como uma luva. Rodrigues diz que a Living, da Cyrela, voltada para esse nicho, está ganhando peso e, no médio prazo, representará 50% da receita. Em 2012, o plano de lançamentos da Living consumirá entre R$ 3,7 e R$ 4,5 bilhões, 44% dos recursos do portfólio, avanço de 4% sobre 2011.

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