sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Com juro em queda, renda fixa atrai investidores


(Valor Econômico - São Paulo/SP - EU & INVESTIMENTOS Pág. D2 - 27/10/2011)
Por Luciana Monteiro | De São Paulo

A perspectiva de queda da taxa de juros tem levado os investidores a procurar mais, neste mês, os fundos de renda fixa, que podem comprar papéis prefixados ou mesmo que investem em títulos atrelados à variação da inflação.

Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que, em outubro, a categoria já recebeu R$ 6,050 bilhões, até o dia 21. No ano, as carteiras de renda fixa também lideram a captação líquida (aplicações menos resgates) de recursos, com R$ 68,985 bilhões.
Somente na semana passada - quando o Comitê de Política Monetária (Copom) se reuniu e decidiu reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual, para os atuais 11,5% ao ano - outros R$ 2,889 bilhões ingressaram em fundos de renda fixa. Desse total, R$ 546,20 milhões tiveram como destino as carteiras que aplicam em papéis quem pagam a variação da inflação mais uma taxa de juros. Em outubro, os fundos de renda fixa índices captam R$ 1,459 bilhão até o dia 21, enquanto no ano registram entradas de R$ 9,645 bilhões.
O conservadorismo também dá o tom das aplicações neste mês. Os números da Anbima revelam que os fundos curto prazo - aqueles que aplicam em títulos com prazo de até 375 dias - apresentam captação líquida de R$ 4,072 bilhões até o dia 21. No acumulado do ano, esses portfólios registram entradas de R$ 13,872 bilhões. Boa parte dos recursos da categoria está, inclusive, em carteiras classificadas como poder público, que aceitam aplicações somente de Estados e municípios.

Na ponta oposta, os investidores seguem retirando dinheiro dos multimercados (que podem investir em ações, juros, moedas e títulos no exterior). Segundo a Anbima, apenas neste mês, esses portfólios registram resgates líquidos de R$ 3,183 bilhões até o dia 21. No ano, as saídas somam R$ 40,712 bilhões. Vale lembrar, entretanto, que em fevereiro deste ano houve uma migração de recursos, no valor de R$ 28 bilhões, entre fundos antes classificados como multimercados e que passaram a pertencer à classe dos renda fixa.

Entre os multimercados, destaque para a saída de R$ 2,905 bilhões no mês, até dia 21, das carteiras multiestratégia - que podem adotar várias táticas de investimento, sem o compromisso de se dedicar a uma em particular. No ano, essa classe ainda acumula captação líquida de R$ 248,10 milhões.

As carteiras de ações, por sua vez, apresentam captação de R$ 55,19 milhões no mês, mas ainda perdem R$ 833,42 milhões no ano até o dia 21. Já os fundos DI - que aplicam em papéis pós-fixados - registram resgates de R$ 1,280 bilhão em outubro, embora tenham captação acumulada no ano de R$ 4,030 bilhões.
O setor de fundos como um todo recebeu R$ 2,352 bilhões na semana passada. No mês, a captação soma R$ 6,736 bilhões e, no ano, é de R$ 80,407 bilhões, até o dia 21.

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